Raquel Vaz Pinto

Raquel Vaz Pinto

Vamos falar de Cabo Delgado em Moçambique?

Ao longo da última semana a atenção internacional tem estado centrada nas eleições dos EUA. E diria que, infelizmente, pelas piores razões vamos continuar a falar muito dos vencedores e dos derrotados nestas eleições. Entretanto, por esse mundo fora muito tem acontecido. Os bielorrussos continuam a protestar, os democratas de Hong Kong sentem o garrote da República Popular da China de modo cada vez mais incisivo e, pela primeira vez, temos notícias sólidas de uma vacina para o Covid-19.

Raquel Vaz Pinto

Trump vs. Biden: o último debate

A cidade de Nashville no estado do Tennessee será hoje à noite palco do último debate entre os candidatos à Casa Branca. Há, desde logo, dois pontos que valem a pena ser assinalados. O primeiro está relacionado com o facto de ser o segundo (e não o habitual terceiro) debate. Muitas peripécias depois a decisão de um debate virtual não foi acolhida pelo actual Presidente e o debate de dia 15 acabou por cair. E, em segundo lugar, para evitar a balbúrdia, o caos e a confusão do primeiro «debate» a moderadora poderá desligar o microfone do «outro» candidato nas intervenções iniciais relativas aos seis grandes temas.

Raquel Vaz Pinto

Escravatura moderna e as «filhas descartáveis» do século XXI

Hoje, dia 15 de Outubro, tinha pensado comentar o que poderíamos esperar do segundo debate entre os candidatos à Presidência dos EUA. Como bem sabemos, o debate não se irá realizar e essa ausência reflecte bem os tempos complexos em que vivemos. Para quem acompanha a política internacional, hoje é mesmo um dia estranho. Por isso, decidi olhar para um tema que não debatemos o suficiente e que deveria estar na linha da frente das nossas preocupações: a escravatura moderna.

Raquel Vaz Pinto

As fronteiras soviéticas de Vladimir Putin

Ontem, dia 7 de Outubro, Vladimir Putin fez 68 anos. Fui ao site do Kremlin ver os destaques relativos aos parabéns oficiais ao homem forte da Rússia. E, enquanto ia lendo a lista, que não tinha grandes surpresas nem mesmo em relação aos ausentes, fui reforçando a minha perspectiva relativa ao mapa de instabilidade nos vizinhos de Moscovo. Na verdade, nos territórios da antiga União Soviética e que hoje, por um conjunto muito diverso de razões, são focos de conflitos e de protestos.