Árbitros a viajar com equipas? "Não vejo outra solução", mas há uma sugestão

Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol sugere que um delegado "do Conselho de Arbitragem ou da Associação Profissional de Árbitros de Futebol" também viaje com as equipas e árbitros.

Marcado para o dia 4 de junho, o regresso da Primeira Liga de futebol ainda levanta dúvidas, quanto a viagens, horas dos jogos e a forma como a transmissão dos mesmos deve ser feita, algo que já colocou a posição de Pedro Proença na liderança da Liga em causa.

Uma das indicações para este regresso é a de que os árbitros dos jogos disputados na Madeira, em casa do Marítimo, viajem no mesmo avião que a equipa visitante. Ouvido no Fórum TSF, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, José Pereira, reconhece que esta não é uma situação ideal, mas não vê "outra solução que não seja essa",

A sugestão do representante dos treinadores é a de que "para dar algum respaldo à equipa de arbitragem", possa viajar também um "delegado do Conselho de Arbitragem ou da Associação Profissional de Árbitros de Futebol (APAF) no sentido de servir de suporte para qualquer coisa que possa acontecer".

Sem que ainda se conheça o calendário oficial deste regresso, existe a possibilidade de que alguns dos jogos sejam marcados para o meio das tardes de verão. José Pereira avisa que as equipas vão sentir na pele esses horários.

"Se o horário não é uniforme para todas as equipas, há umas que vão ter vantagem e outras que vão ter desvantagem", em concreto para as que joguem "no pico do calor", que terão menor "produtividade" face às que joguem em horas mais frescas.

A pressão sobre Proença

Questionado por Manuel Acácio sobre se compreende as críticas que têm sido feitas ao presidente da Liga, Pedro Proença, por defender a transmissão dos jogos em canal aberto, José Pereira sublinha que essa é uma decisão que não cabe a Proença.

"É o negócio da televisão, elas é que determinam e fazem os horários dos jogos de acordo com as suas necessidades de transmissão", explica José Pereira. A decisão cabe aos clubes, "que recebem os subsídios das televisões" e que quiseram acabar o campeonato, sendo que "ninguém estava à espera que fossemos acabar o campeonato em condições ótimas".

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