Coronavírus não assusta seleção chinesa de canoagem
Covid-19

Coronavírus não assusta seleção chinesa de canoagem

O grupo oriundo da China divide o tempo entre treinos e provas, mas entre os atletas não reina o medo quanto à epidemia que teve origem no seu país.

A seleção chinesa de canoagem prolongou a estadia em Portugal devido à ameaça do coronavírus. A comitiva composta por 60 pessoas está em estágio desde novembro no Centro de Alto Rendimento da Nelo, na Barragem da Aguieira, em Mortágua, e por lá vai ficar até ao início de abril para preparar entre outras provas a participação nos jogos olímpicos.

O grupo oriundo da China divide o tempo entre treinos e provas, mas entre os atletas não reina o medo quanto à epidemia que teve origem no seu país.

"Não estou preocupado com o coronavírus porque acredito no meu governo e a China está a fazer um bom trabalho na contenção do vírus", afirma à TSF Liu Hao, campeão mundial em título em C2 mil metros.

O canoísta não se mostra preocupado com o Covid-19, ainda que o surto esteja a alastrar em todo o mundo, e garante que não tem havido problemas com a sua família. "Toda minha família está bem. Não há nenhum problema com eles", acrescenta.

Liu Hao vai estar mais dois meses no Centro de Alto Rendimento da Nelo e só tem elogios a apontar ao nosso país. "Este é um sítio fantástico estou a gostar de estar cá. O tempo está quente e está a correr tudo bem", diz.

A comitiva chinesa é bastante reservada. Só o canoísta Liu Hao aceitou falar à TSF, mas com a ajuda de um tradutor, que só fala inglês. A maioria dos atletas só domina a língua do país de origem.

Entre o grupo está uma brasileira, neta de portugueses, que é responsável pelo departamento de rendimento e pesquisa da equipa olímpica da China, e que justifica o prolongamento da estadia em Portugal com o coronavírus, um algo que, sustenta, é um "problema mundial".

"Não sabemos onde vai chegar e como somos uma equipa que está a lutar pelo ouro olímpico, já temos quatro medalhas de ouro no campeonato do mundo, não podemos pôr em risco a nossa equipa", explica Alexandra Pinto.

Os canoístas chineses só vão regressar ao país natal depois dos jogos de Tóquio. A preparação para a competição vai ser feita em Portugal, Espanha e Alemanha.

"Os atletas chineses têm uma mentalidade totalmente diferente. Eles são muito focados. Já estão longe da família desde setembro e não existe a hipótese de voltarem porque eles têm que se focar. Eles são atletas olímpicos e defendem uma medalha, representam o país e estão 100 por cento focados nisso", afirma.

Alexandra Pinto garante ainda que o coronavírus não está a causar pânico entre a comitiva chinesa.

"Não existe esse medo de que um familiar esteja contaminado. Não se fala disso, não há pânico na equipa, está toda a gente muito focada e não há hipóteses de voltarem para casa. Eles são olímpicos, representam o país e têm que manter essa mentalidade", argumenta.

A equipa chinesa chegou a Portugal antes de o surto ter tido início e também por isso não há receio nas pessoas que se encontram no Centro de Alto Rendimento da Nelo na Aguieira.

"Não há nenhuma preocupação porque acima de tudo eles são os primeiros preocupados em ter tudo controlado, em garantir que não possa existir contágio, que toda a equipa está saudável. Tenho a certeza que não é só interesse dos outros, mas também deles que esteja tudo salvaguardado", aponta André Santos, diretor geral da Nelo.

Para acolher mais dois meses o grupo asiático, a empresa teve de fazer vários ajustes "termos logísticos, de ginásio e de embarcações".

"As outras equipas [seleções que também estão em estágio na Aguieira] têm sido bastante compreensíveis ao chegar porque percebem que esta é uma situação extraordinária", revela.

Para além da China, encontram-se a preparar a época em Mortágua 17 seleções de canoagem, entre as quais a portuguesa.

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