De volta ao serviço com Nélson Veríssimo ao comando

Leia a análise à vitória do Benfica sobre o Boavista.

O momento mais forte da equipa do Benfica quando Bruno Lage substituiu Rui Vitória era a transição defensiva. O Benfica conseguiu estancar o fluxo de contra-ataques do Boavista, recuperando bolas perto da baliza de Helton Leite, ou parando os lances em falta. Isso foi fundamental para manter a equipa tranquila e dar a confiança suficiente para chegar à frente sem grande pressão.

O Benfica não entrou tão forte no jogo como na Madeira, a criar e a desmontar a organização defensiva do Boavista, mas consegue aproveitar o erro de Hélton Leite para fazer o primeiro golo e a partir daí a confiança da equipa subiu. As situações de golo, depois de se ter colocado em vantagem foram precedidas de recuperações altas, que depois Seferovic e Chiquinho não conseguiram finalizar, e foi essa a toada do jogo até ao intervalo, com o Benfica a permitir apenas numa situação de bola parada uma aproximação perigosa à equipa de Vlachodimos.

É verdade que as situações dos dois primeiros golos não se podem separar dos erros na abordagem do guarda-redes da equipa axadrezada, mas o Benfica hoje teve por força do comportamento mais agressivo em transição defensiva menos jogadores para defender com poucos jogadores e muito espaço. Recuperar ou parar em falta, foi a chave do jogo.

Há, logicamente, um Boavista sem arte nem engenho para conseguir ferir a frágil organização defensiva encarnada, e o estado emocional instável em que os jogadores se encontram. A equipa de Daniel Ramos não tem/teve capacidade para jogar com bola, em ataque organizado ou sequer em contra-ataque. Não há dinâmicas de qualidade no jogo exterior ou interior, nem tão pouco relações sectoriais que permitam, no limite, colocar em dúvida quem defende.

A abordagem à segunda parte, onde a equipa optou por se colocar para não sofrer mais golos mais do que para marcar, permitiu ao Benfica gerir o jogo como quis, e só a finalização de Dulanto, depois de uma bola parada, colocou durante 3,4 minutos alguma instabilidade à turma do Seixal.

O Benfica não fez um jogo brilhante - como seria, alias, de esperar. Mas conseguiu aproveitar bem os erros do adversário, foi eficaz, e só se sentiu realmente desconfortável nas situações de bola parada.

Mais.

Gabriel. Beneficiou dos erros, mas a equipa do Boavista teve muita dificuldade em travar as diagonais de Gabriel, que recebia ao lado esquerdo de Jardel, e conseguiu colocar muitas vezes para André Almeida ou Pizzi receberem em situações e vantagem. O golo foi uma execução bem conseguida, mas teve hoje fortuna de

conseguir ser eficaz nos passes longos, cisa que não vinha demonstrando nos últimos tempos.

Mais ou Menos.

Helton Leite. Na saída da baliza errou duas vezes, na defesa da baliza conseguiu ser eficaz.

Menos.

Nuno Tavares. Não conseguiu definir um lance com qualidade no último terço, à excepção do golo anulado ao Vinícius. Não tem, na definição, a qualidade para neste momento fazer a diferença na equipa no Benfica. Não chega cruzar, é preciso passar a bola aos colegas, colocar a bola nas zonas onde eles estão ou vão aparecer. Para já, o miúdo fecha os olhos e mete lá.

*Comentador TSF

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