Dobradinha com adeptos nas bancadas. "Não é fácil ter Fórmula 1 e Moto GP no mesmo ano"

A Fórmula 1 e o Moto GP regressam a Portugal. A lotação máxima do Autódromo Internacional do Algarve vai ser reduzida para metade.

A última corrida do circuito de Moto GP vai realizar-se no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, no fim de semana de 22 de novembro. Depois da Fórmula 1, também as motas regressam a Portugal e, apesar da pandemia, tudo indica que as bancadas vão ter público.

O autódromo tem capacidade para cem mil pessoas, mas com as restrições da Covid-19, a lotação máxima será reduzida para metade.

O português Jorge Viegas, presidente da Federação Internacional de Motociclismo, refere que as regras vão ser rigorosas, e até o Presidente da República vai ter de realizar teste à Covid-19.

"Não há convidados, só quem vem para trabalhar é que vai cá estar dentro. Claro que se o Presidente da República nos quiser visitar, vamos ter todo o prazer em recebê-lo."

O secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, acredita que com o piloto português Miguel Oliveira na categoria máxima do motociclismo, haverá motivos acrescidos para ter público no autódromo.

"Ainda ontem conseguiu um excelente sexto lugar, andou a bater-se com o Rossi. Portanto, o Miguel Oliveira tem todas as razões e vai ter dez milhões de portugueses a puxar por ele. Eu admito que alguns possam estar aqui no autódromo."

Já Isilda Gomes, presidente da Câmara de Portimão, admite o esforço de toda a organização. "Perdoem-me os do Porto, mas a dobradinha também é para o AIA. Não é fácil ter a Fórmula 1 e o Moto GP no mesmo ano", recorda.

A autarca deixou um sentido agradecimento ao diretor do circuito. Paulo Pinheiro não revelou quanto é que o país vai pagar para receber a prova, mas admite que tanto a Fórmula 1 como o Moto GP são investimentos avultados.

"Uma corrida de Moto GP custa, no mínimo, dez milhões de dólares. São estes os valores normais de custo de uma corrida. Mas se vendermos 30 mil bilhetes, são três milhões de euros de IVA que se paga ao Estado, são hotéis que ficam cheios e restaurantes que podem trabalhar. O desporto, atualmente, tem uma componente económica extremamente forte", lembra.

O retorno económico desta prova ainda não está estimado, mas acredita-se que com público nas bancadas seja de muitos milhões de euros.

Na Fórmula 1 já foram vendidos cerca de 28 mil bilhetes. Os mais baratos, de 85 euros, voaram de imediato. Nesta altura, os que têm preço mais baixo custam 225 euros. No MotoGP, cinco mil bilhetes da prova já foram colocados à venda, com preços a partir dos 45 euros.

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