Governo espera impacto mínimo de 30 milhões de euros com Fórmula 1

A competição está de regresso a Portugal 24 anos depois. Portimão vai ouvir os motores em outubro.

O regresso do Mundial de Fórmula 1 a Portugal garantirá, "na pior das hipóteses", um impacto económico de 30 milhões de euros, disse esta sexta-feira a secretária de Estado do Turismo.

"Na pior das hipóteses, teremos um impacto na ordem dos 30 milhões para a região e país e, na melhor das hipóteses, teremos um impacto substancialmente superior", disse Rita Marques, durante a sessão de apresentação da prova.

O Grande Prémio de Portugal vai ser disputado no Autódromo Internacional do Algarve (AIA) entre 23 e 25 de outubro, 24 anos depois da última corrida realizada no país, em 1996, no Estoril.

A governante assinalou que estão a ser trabalhados "vários cenários, nesta altura, com diferentes cargas de público" e que, em termos de lotação, tudo "dependerá da evolução epidemiológica do país e da região, em particular".

Em relação ao apoio do Estado, Rita Marques referiu que o Turismo de Portugal tem um pré-acordo com o Autódromo Internacional do Algarve, para financiar a repavimentação da pista, numa obra "estimada em 1,5 milhões de euros".

No dia em que o Reino Unido anunciou que mantém Portugal de fora dos corredores de viagens que isentam os passageiros de quarentena, a secretária de Estado do Turismo salientou "a opinião dos operadores económicos e do público".

"Mais do que a decisão dos governos, é importante para nós a opinião dos operadores económicos e do público. O público internacional tinha vindo a reclamar que o Algarve, em particular Portimão, pudesse acolher esta prova. É um momento para celebrar a decisão do público, que nos ajudará a projetar Portugal aos 470 milhões de pessoas que normalmente veem esta prova", frisou Rita Marques.

Recordando que Portugal foi distinguido, durante três anos consecutivos, como o melhor destino turístico do mundo, antes da chegada da Fórmula 1, a responsável sustentou que a prova "ajudará ainda a robustecer o posicionamento" do país.

"Estamos a trabalhar para trazer eventos a Portugal, seja em ano de pandemia, seja em ano de não pandemia. Temos feito esse esforço diariamente, trabalhando com todas as regiões. 2021 será um ano de recuperação de crescimento e continuaremos a apoiar todos os eventos", finalizou.

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