- Comentar
Mustafá nega estar envolvido no ataque à Academia de Alcochete. O líder da claque Juventude Leonina (JL) está acusado de ser o autor moral do ataque, mas Mustafá disse esta quarta-feira, em tribunal, que não se revê na acusação.
Mustafá começou por confrontar a juíza de que não há factos que justifiquem a acusação. Questionado pela juíza se esteve na Academia no dia do ataque, Mustafá garantiu que não esteve e acrescentou: "Antes estivesse."
Disse que não sabia que adeptos iam à Academia e garante que não teve acesso a quaisquer mensagens no WhatsApp. O líder da claque Juventude Leonina recordou que não foi ver o jogo na Madeira, apesar de se ter deslocado à ilha. Não foi ao estádio porque estava alcoolizado.

Leia também:
Arguido iliba Mustafá de dar ordem para o ataque à Academia de Alcochete
Subscrever newsletter
Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias
Mustafá afirmou que aquilo que aconteceu no aeroporto passou-lhe completamente ao lado, não deu importância. Contou que Fernando Mendes, no dia seguinte ao jogo, disse-lhe que os jogadores não respeitaram os adeptos, mas não se falou em ataque. Diz Mustafá que, para ele, o assunto morreu ali.
O líder da Juve Leo nega que tenha dado alguma ordem para os adeptos terem ido à garagem do estádio de Alvalade, na véspera do ataque, darem um aperto aos jogadores, apesar de no grupo do WhatsApp, Tiago Silva, um dos arguidos, ter escrito que Mustafá deu o aval. Já no dia 15, data do ataque, garante que não saiu de casa e que teve o telemóvel sempre desligado.
Mustafá assegurou em tribunal que não teve conhecimento nem deu ordem nenhuma.

Leia também:
Ataque a Alcochete: "Se o Mustafá estivesse lá aquilo não tinha acontecido"
Questionado sobre o que achava dos posts de Bruno de Carvalho, Mustafá disse que se estava borrifando para isso. Só queria saber das claques. Contou que Bruno de Carvalho soube que ia haver uma reunião da Juventude Leonina, no dia 7 de abril, antes do ataque, e quis ir. Nessa reunião, a JL mostrou insatisfação em relação às publicações do, na altura, presidente do Sporting, e por arrogância de BdC a reunião descambou e ia terminando em violência.
Mustafá negou ainda ter tido uma conversa com Bruno de Carvalho, na qual o ex-presidente dos leões pediu para partirem os carros dos jogadores. Revelou que as reuniões que tinha com o então presidente eram difíceis.
Confessou que não votou em Bruno de Carvalho para liderar o clube. Ainda assim, sente que tinha tudo para ser o melhor presidente da história do Sporting.

Leia também:
Arguido diz ter "fugido em pânico" quando viu Bas Dost em ombros
Em relação ao ataque, o líder da Juve Leo diz que há coisas que não batem certo, que não há uma explicação. Mustafá acha que quem está por trás disto tudo ainda não está preso e sente-se o mais injustiçado de todos.

