"Não pode voltar a acontecer." Associação lamenta ausência de árbitros portugueses no Mundial

Este Mundial terá, pela primeira vez, árbitras nomeadas para a fase final da competição masculina.

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Luciano Gonçalves, lamenta a ausência de juízes portugueses nas escolhas da FIFA para o Mundial e garante que este cenário não se pode repetir.

"É uma notícia que nos deixa tristes e é injusta para os árbitros e para aquilo que se trabalha na arbitragem portuguesa. Podemos valorizar mais a arbitragem portuguesa, a arbitragem perceber o que está a fazer menos bem para poder melhorar e isto não pode voltar a acontecer. Todos sabemos que já aconteceu no passado, mas o que interessa é o presente e o futuro. A arbitragem portuguesa tem de estar sempre presente nestas competições", explicou à TSF Luciano Gonçalves.

Este Mundial terá, pela primeira vez, árbitras nomeadas para a fase final da competição masculina. Algo que Luciano Gonçalves vê como um momento histórico, aplaudindo a decisão da FIFA.

"A parte positiva que vejo na lista é a abertura dessa estrutura, por vezes tão fechada e difícil de compreender e entender. Essa abertura à arbitragem feminina deixa-nos, naturalmente, satisfeitos porque passa a ser também mais uma janela de oportunidade para que a curto/médio prazo também possamos ter árbitras portuguesas como candidatas", acrescentou o presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.

A francesa Stéphanie Frappart (UEFA), a ruandesa Salima Mukansanga (CAF) e a japonesa Yoshimi Yamashita (AFC) foram as escolhidas, embora no total sejam seis mulheres, com a nomeação de mais três assistentes. Uma função em que estarão a brasileira Neuza Back, a mexicana Karen Diaz Medina e a norte-americana Kathryn Nesbitt, que integram a lista de 69 árbitros assistentes na competição.

"A sua nomeação é o resultado de um longo processo iniciado há vários anos, que começou com a indicação de árbitras para certas competições masculinas de seniores e de jovens", justificou, em comunicado, o presidente da Comissão de Árbitros, Pierluigi Colina.

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