Sporting a zero até na exibição

Quer Moreirense, quer Sporting, em 90 minutos cinzentos, com poucos primores técnicos e quase nulos de oportunidades, demonstraram a existência de uma certa filosofia lusitana futebolística.

Um jogo que poderia servir para descrever na perfeição o pensamento da maioria das equipas da Liga Nacional!

Na verdade, quer Moreirense, quer Sporting, em 90 minutos cinzentos, com poucos primores técnicos e quase nulos de oportunidades, demonstraram a existência de uma certa filosofia lusitana futebolística, que passa por uma organização tática quase, maníaca, passando a criatividade para segundas núpcias.

Apesar disso, nem na construção tática os técnicos surpreenderam. Assim, se os Cónegos apresentaram-se no tradicional 4-2-3-1, alicerçado na capacidade de ligação dos manos Soares (dois belos jogadores), o Sporting usou o seu costumeiro 3-4-2-1, em que a novidade residia nos quatro jogadores lançados por Rúben Amorim para a peleja.

Porém, as mesmas em nada beneficiaram a equipa. As entradas de Neto, Battaglia, Acuña e Jovane não trouxeram o que era pretendido para os Leões baterem a equipa da casa. Muito pelo contrário! Assim, se a troca dos centrais em nada influiu na manobra ofensiva, a dos médios levou a que o jogo dos lisboetas se tornasse empastelado. Wendel é um dínamo capaz de projetar o jogo da sua equipa, ao contrário do argentino que, por ser mais posicional e cerebral, sente mais dificuldade na criação de espaços e de fazer a equipa queimar linhas rumo à baliza contrária, quando isso é necessário. Relativamente, a Jovane, o luso cabo-verdiano terá feito o jogo menos conseguido desde que voltou a ser aposta no onze... aliás, a sua desinspiração foi tanta, que os livres, onde se tem especializado, hoje roçaram o risível.

O Moreirense, esse, demonstrava ter a lição bem estudada. Impedindo o Sporting de realizar o seu jogo interior, cerceava a criatividade leonina. Obrigava o adversário a passes longos para as alas, onde facilmente neutralizava as investidas adversárias. Porém, no ataque denotava uma falta de poder fogo, que demonstrava sofrer do mesmo mal dos lisboetas.

E neste impasse chegou-se ao intervalo, com um rotundo nada, um zero de ideias, de oportunidades e de magia! Valia a organização tática, mas convenhamos que futebol também será emoção, imprevisibilidade e surpresa... nada do que se viu no Comendador Joaquim Almeida Freitas esta noite!

A segunda parte seria encetada nos mesmos moldes, até que aos 51 minutos uma asneira do argelino Halliche (mais um sinal que hoje seria um bom dia para todos ficarem em casa, quanto a ações individuais) perderia a bola em zona proibida para Gonzalo Plata, rasteirá-lo-ia e seria expulso! A faltarem mais de 40 minutos para o desenlace do prélio, Amorim ousou arriscar. Passou a jogar com três defesas, dois médios para carrear o jogo para a área e 5 homens na área, projetando os alas para a frente de ataque e lançando o jovem Joelson para a luta!

O Moreirense, esse, reorganizava-se com 3 centrais e com o lançamento de Djavan para dentro do campo para fechar o lado direito leonino. Assumia a incapacidade de chegar ao meio campo adversário e cerrava os dentes para aguentar um ponto, que significaria mais um jogo sem perder. Aliás, nos últimos 12, só foi desfeiteado em casa pelo Rio Ave.

O Sporting, por sua vez, tentava...girava o jogo... "fazia o campo grande" como os especialistas gostam de dizer, mas sem criar uma situação que causasse aquela sensação de golo claro...aliás fora o remate de Sporar para defesa apertada de Pasinato, até seria dos homens da casa a melhor oportunidade, graças a um disparate de Plata que quase traía Max, em mais um estranho momento de desinspiração individual.

Todavia, num jogo tão cinzento, não poderia falta a polémica, no último lance. Com Coates a jogar já como ponta de lança, seria derrubado por Djavan. Tiago Martins iria ao VAR, mas não apontaria a grande penalidade.

Num desafio tão pouco emotivo, a vitória seria uma benesse demasiado generosa para qualquer uma das equipas...o zero assentou-lhes bem...o zero que foi o jogo!

*A Economia do Golo

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