Vieira quer vender ações da SAD do Benfica para ganhar dois milhões de euros

Ex-presidente encarnado, principal arguido da Operação Cartão Vermelho, pretende vencer as ações a um preço acima dos cinco euros que pagou por cada uma.

O antigo presidente do Benfica Luís Filipe Vieira pretende vender 3,28 % das ações que tem da SAD do Benfica, informou a entidade em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

"A Sport Lisboa e Benfica -- Futebol, SAD ("Benfica SAD") informa [...] que tomou conhecimento pelo Sport Lisboa e Benfica de que esta entidade recebeu do Senhor Luís Filipe Ferreira Vieira uma comunicação para exercer direito de preferência relativamente à possível transmissão das 753.615 ações representativas de 3,28% do capital social da Benfica SAD de que este é titular", pode ler-se na nota da CMVM.

O comunicado informa ainda que não foi identificado o potencial comprador das ações do ex-presidente encarnado, acrescentando que a proposta de aquisição ascende a 7,80 euros por ação (o que corresponde ao valor global de 5.878.197 euros), um valor muito acima dos cinco euros que pagou por cada uma.

O valor também é muito superior ao registado em bolsa nesta terça-feira. As ações do Benfica fecharam a valer 4,34 euros.

"O exercício ou não do direito de preferência deverá ser comunicado até ao fim do dia 15 de setembro de 2021", acrescenta o comunicado.

"Não consta da comunicação mais nenhuma informação acerca da potencial venda. A Benfica SAD informa ainda que não tem conhecimento de qualquer decisão do Sport Lisboa e Benfica a este respeito", conclui.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco e está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

O ex-presidente começou por suspender as suas funções no Benfica, mas, em 15 de julho, acabou por apresentar a sua demissão, sendo substituído por Rui Costa.

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