Demonstration "For Peace, Against Invasion" organised by the Socialist Youth (JS), Social Democratic

Um país político (quase) unido contra a guerra, ao som de Salvador Sobral

"Sim à paz, não à guerra" foi um pedido em uníssono dos cerca de quatro mil manifestantes que se juntaram junto à embaixada da Rússia em Portugal, em Lisboa, e apelaram ao "Putin fascista e assassino" que ordene a retirada das tropas da Ucrânia. A manifestação convocada pela Juventude Socialista (JS), Juventude Social-Democrata (JSD), Juventude Popular, mas também pela Iniciativa Liberal, PAN e Livre, contou ainda com o apoio do Bloco de Esquerda (BE), e teve Salvador Sobral a cantar em ucraniano "pela paz".

Paulo Baldaia

Não percam tempo

Há por aí um debate sobre se os 230 deputados eleitos no último domingo devem ou não aceitar ter como vice-presidente o deputado que o partido racista e xenófobo propõe. Dizem que é a Democracia, que o povo os elegeu e que, se o regimento prevê que o terceiro maior grupo parlamentar pode indicar um vice-presidente, então que se aceite. O problema para os deputados do partido que tem um líder xenófobo é que não há nomeações para a mesa da Assembleia onde estão os representantes do povo, há candidaturas que devem sujeitar-se a votos. É a Democracia!