NASA descobre anéis brilhantes em raios-X à volta de buraco negro

A nova imagem divulgada pela NASA combina os raios-X com dados recolhidos em luz ótica por um telescópio.

Uma imagem raios-X recentemente divulgada pelo Observatório Chandra e o Observatório Neil Gehrels Swift revela o que de outra forma seria invisível. Nela pode observar-se anéis brilhantes ao redor de um buraco negro, um dos maiores mistérios do universo.

O buraco negro está localizado num sistema binário com uma estrela companheira, que tem metade da massa do sol. Através da gravidade, o material da estrela é puxado para um anel ao redor do buraco negro que brilha em raios-X. De acordo com a NASA, os astrónomos referem-se a estes sistemas como "binários de raios-X".

O buraco negro e o sistema estelar são chamados de V404 Cygni e estão a 7800 anos-luz da Terra.
O Observatório Swift detetou uma explosão de raios-X do sistema binário, em junho de 2015, que criou anéis energéticos que são visíveis nas imagens de raios-X.

Anéis brilhantes formados por ecos de luz

Segundo a CNN, o fenómeno que levou à criação destes anéis foram ecos de luz, tendo sido criados neste sistema quando a explosão de raios-X do sistema binário refletiu em nuvens de poeira, com minúsculas partículas sólidas, espalhadas pelo espaço entre o sistema V404 Cygni e a Terra.

A nova imagem divulgada pela NASA combina os raios-X avistados pelo Observatório Chandra com dados recolhidos em luz ótica pelo telescópio Pan-STARRS, no Havai, que preenche as estrelas ao redor.

Em 2015, o Observatório Chandra observou o sistema a 11 e 25 de julho, enquanto o Observatório Swift o estudou entre 30 de junho e 25 de agosto.

Oito anéis criados por raios-X podem ser vistos refletindo-se em nuvens de poeira. Esses anéis podem ajudar os cientistas a entender melhor o buraco negro dentro do sistema V404 Cygni, bem como o espaço cósmico entre o sistema e a Terra.

O diâmetro dos anéis permite aos investigadores determinar as distâncias das nuvens de poeira que foram usadas para criar os anéis de luz. Quanto maior o anel, mais perto a nuvem está da Terra.

Os especialistas também foram capazes de utilizar o brilho dos raios-X para determinar a composição das nuvens de poeira, com base na quantidade de raios-X que absorveram. Descobriram que a poeira era, provavelmente, feita de grãos de grafite e silicato.

A nova imagem dá uma outra perspetiva dos misteriosos buracos negros e a forma como os observatórios de raio-X podem mostrar aspetos do universo que de outra forma seriam invisíveis.

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