Quer saber se o seu filho passa muitas horas nas redes sociais? O Instagram vai a avisá-lo

Objetivo é aumentar a segurança dos jovens que usam a aplicação.

O Instagram vai passar a avisar os adolescentes quando estão há demasiadas horas na rede social. A novidade deve chegar a Portugal no próximo ano, mas arranca já em países como os EUA e a Austrália.

O objetivo, segundo a empresa, é aumentar a segurança dos jovens que usam a aplicação. A primeira novidade é um aviso de "take a break" (faz uma pausa, em português), que vai aparecer no ecrã do telemóvel quando o adolescente estiver no Instagram há demasiadas horas.

Esta opção está disponível a partir da próxima semana, mas apenas em seis países. Portugal vai ter de esperar até ao próximo ano. Também em 2022 chegam à rede social funcionalidades que vão ajudar os pais a controlar o tempo que os filhos passam na aplicação e impor limites.

Para já, o Instagram promete estar atento às páginas recomendadas aos adolescentes e impedir que os utilizadores desta faixa etária sejam identificados por pessoas que não seguem o perfil deles.

São mudanças que chegam à rede social e que Tito Morais, especialista na segurança de crianças e jovens online, vê como positivas, mas explica que estas aplicações pretendem captar a atenção durante o máximo tempo possível e, por isso, vê como ponto positivo estas ferramentas que limitam o tempo ao ecrã.

"Quanto mais tempo possível estivermos agarrados a estas tecnologias, mais publicidade vemos, maior informação sobre os nossos hábitos de utilização a empresa tem para poder ter uma publicidade mais eficaz. Numa época em que se fala tanto de padrões negros, ou seja, funcionalidades que estão desenvolvidas para nos manterem agarrados aos ecrãs, é extremamente positivo que o Instagram desenvolva funcionalidades como o 'take a break', permitir que os pais consultem o tempo que os filhos estão online e que imponham limites em termos de tempo de utilização", explicou à TSF Tito Morais.

O especialista admite que os adolescentes podem opor-se a estas limitações, mas lembra que os pais têm de fazer uso dos instrumentos que existem para cuidar dos filhos.

"É certo que podem resistir e estamos a falar de adolescentes, até podem arranjar formas de enganar, dar a volta ao sistema e tudo mais, mas são necessárias ferramentas para aqueles pais que querem ser pais. Aqueles que não querem ser dão a tecnologia aos filhos e deixam-nos usar sem qualquer limitação, regra e prioridade. Aqueles que, de facto, querem que a tecnologia seja usada de forma positiva, que queiram acompanhar os seus filhos monitorizando o que fazem na internet têm estas ferramentas à sua disposição", acrescentou o especialista na segurança de crianças e jovens online.

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