NATO aposta no reforço de apoio à Geórgia e à Ucrânia

Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se para falar da ameaça russa e o reforço da cooperação com a Geórgia e a Ucrânia.

A NATO vai reforçar o seu apoio à Geórgia e à Ucrânia face à Rússia, com o aumento da formação das forças navais e guardas costeiras, disse, esta segunda-feira, em Bruxelas, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

"Espero que os ministros [dos Negócios Estrangeiros da Aliança] cheguem esta semana a acordo sobre novas medidas de apoio à Geórgia e à Ucrânia em áreas como o treino de forças marítimas e guardas costeiras, visitas a portos e exercícios e partilha de toda a informação", disse o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), em conferência de imprensa.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se na quarta e quinta-feira em Washington, no âmbito das celebrações do 70.º aniversário da Aliança e na agenda está a ameaça da Rússia e o reforço da cooperação com a Geórgia e a Ucrânia.

Stoltenberg referiu, neste aspeto, que navios da NATO estão a partir desta segunda-feira no mar Negro, onde vão participar no exercício 'Sea Shiled' (Escudo Marítimo).

O responsável da Aliança salientou a preocupação com "o comportamento agressivo da Rússia", nomeadamente com a apreensão de embarcações ucranianas no mar de Azov, em novembro.

Na quinta-feira, a agenda dos trabalhos será dominada pelas relações com a Rússia, que acusou de continuar a violar o tratado para a eliminação dos mísseis de médio e longo alcance, comportamento que considerou contribuir para uma menor segurança dos países aliados que continuam "comprometidos com o controlo do armamento".

A aposta da NATO, salientou, é feita na dissuasão, tendo Stoltenberg anunciado um investimento de mais de 260 milhões de dólares num projeto para apoiar as forças norte-americanas em bases no centro da Polónia.

No âmbito das celebrações do 70.º aniversário da NATO, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 29 países-membros irão participar numa sessão no Congresso norte-americano.

Após a sessão, os representantes dos países irão reunir-se no local onde, em 04 de abril de 1949, foi assinado o Tratado do Atlântico Norte pelos 12 fundadores, um dos quais Portugal.

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