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America Countdown... 82 dias. Vacinas nacionalistas e trunfos improváveis

America Countdown... 82 dias. Vacinas nacionalistas e trunfos improváveis

1 - A MINHA PRESIDÊNCIA POR UMA VACINA. Vladimir Putin ultrapassou Trump e Xi Jinping pela direita e anunciou que a Rússia tem a vacina para a Covid-19. Sobram dúvidas sobre se será mesmo assim -- terá a "Sputnik V" cumprido já a Fase 3, onde se encontram os projetos da Oxford/AstraZaneca, a Sinovac (chinesa com São Paulo) ou a norte-americana Moderna? - mas a corrida entre as potências está ao auge, com Putin a garantir que a partir de janeiro de 2021 a população russa terá acesso à inovação (e vários países já na fila para comprar). Trump, com gestão dramática da pandemia (EUA um milhão de casos em duas semanas, já bem acima dos 5 milhões de infetados confirmados e muitos receios com novos surtos no regresso às escolas), precisa de um "gamechanger" e está a pôr nas fichas todas na vacina. Donald sabe que um novo agravamento pandémico ditará um reconfinamento que quase de certeza trará mais desemprego e novo recuo na recuperação económica. A estratégia agressiva da Administração Trump na compra antecipada de milhões de doses das possíveis vacinas (Sinovac e Sputnik à parte, por razões óbvias) mostra como António Guterres teve razão em falar dos perigos do "vacinonacionalismo" Enquanto isso, Donald Trump assinou quatro ordens executivas para alargar o período de apoio aos desempregados da pandemia (400 dólares/semana), decretar moratória sobre impostos para quem ganhe menos que 100 mil dólares/ano e facilitar acesso a empréstimos dos estudantes. Não deixa de ter a sua ironia histórica: a pandemia obrigou Trump a cumprir uma agenda social que chegou a prometer na campanha 2016 mas não cumpriu até março passado.