"A via da China." A centralidade de Wuhan torna "toda a situação dramática"

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que é o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o estranho dia-a-dia em Wuhan.

Wuhan encontra-se na confluência do rio Yangtze (terceiro maior do mundo e o maior da Ásia) e do seu maior afluente, o rio Han. Tal permite-lhe acesso ao oceano e ao comércio fluvial. A sua localização na rota norte-sul entre Pequim-Guangzhou dá-lhe acesso ao tráfego ferroviário e rodoviário. Pelo seu aeroporto internacional passam por ano mais de 25 milhões de passageiros.

Wuhan é conhecida como "A Via da China". Creio que esta centralidade veio tornar toda a situação dramática e ajuda seguramente a entender as razões para o erguer do bloqueio a esta grande metrópole e à sua província envolvente.

Também o surgimento desta epidemia aconteceu na pior época do ano, ou seja imediatamente antes dum novo ano chinês. Altura em que centenas de milhões viajam e onde os festejos e celebrações sociais, com dezenas e centenas de participantes, são realizados diariamente.

Era necessário reduzir e tentar evitar rapidamente a propagação da epidemia. Criar e manter uma larga "muralha" de isolamento e exigir um comportamento recatado às pessoas foi a resposta. "Quando acabará? É com certeza a pergunta de todos aqueles que aqui estão, mas também de toda a China e do Mundo.

Mas perante tal adversário ainda é impossível conhecer a resposta. No entanto, todos acreditam que irá acabar.

João Pedrosa em Wuhan (26 de Fevereiro de 2020)

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