Apple insta OCDE a decidir regime fiscal global para multinacionais

Tim Cook alega que a Apple paga os impostos onde os deve pagar, mas ao mesmo tempo constata que há um debate sobre onde as multinacionais os devem pagar e que foram abertos processos judiciais na Europa.

A Apple recusa as acusações de que não paga os impostos que deve nos países onde tem atividade e defende que a OCDE deve decidir um regime fiscal global para as multinacionais para evitar litígios sobre esta questão.

Numa entrevista publicada hoje pelo diário económico francês Les Echos, o CEO (Chief Executive Officer, presidente executivo) da Apple, Tim Cook, insiste que a "Apple pagou sempre impostos onde criou valor" e que "é a maior contribuinte mundial".

Cook alega que a Apple paga os impostos onde os deve pagar, mas ao mesmo tempo constata que há um debate sobre onde as multinacionais os devem pagar e que foram abertos processos judiciais na Europa.

O CEO da Apple quer que esta questão se resolva na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), organização à qual o G20 encarregou esta tarefa.

Está previsto que a OCDE, dirigida pelo mexicano Ángel Gurría, apresente uma proposta sobre esta questão este mês.

Na sequência da cimeira do G7 em Biarritz, em agosto passado, foi criado um grupo de trabalho técnico copresidido por França e pelos Estados Unidos, que mantiveram posições contrárias sobre como exigir impostos às multinacionais digitais que domiciliam as receitas onde o regime fiscal lhe és mais vantajoso.

"O que faz falta é um regime global, decidido pelos países da OCDE", indica o "número um" da Apple.

Em 2016, a Comissão Europeia concluiu que o gigante norte-americano tinha recebido vantagens fiscais na Irlanda e exigiu a Dublin que pedisse à Apple o pagamento de 13.000 milhões de euros acrescidos de juros.

Recomendadas

Patrocinado

Apoio de