Ataque com bomba em Liverpool planeado há pelo menos sete meses

Emad Al Swealmeen, de 32 anos, terá deixado o islamismo para se converter ao cristianismo e esteve internado por seis meses num centro psiquiátrico após um incidente com uma faca.

O autor do ataque com uma bomba em Liverpool no último domingo planeava o sucedido há pelo menos sete meses, revelou esta quarta-feira a polícia britânica.

Emad Al Swealmeen, nascido no Iraque, arrendou uma habitação na cidade em abril e fez "compras relevantes" para o engenho explosivo "pelo menos" nessa altura, explicou Russ Jackson, que lidera a força antiterrorismo no noroeste de Inglaterra.

A polícia britânica está a investigar os antecedentes de Al Swealmeen, tido como mentalmente instável, que se tinha convertido ao cristianismo. Esta segunda-feira, as forças antiterrorismo libertaram quatro homens depois de os interrogarem sobre o incidente.

"Após os interrogatórios com os homens presos, estamos satisfeitos com os depoimentos que prestaram e eles foram soltos", lia-se num comunicado citado pelas agências internacionais. Os quatro homens, com idades entre os 20 e 29 anos, tinham sido presos no domingo e na segunda-feira.

A polícia identificou também o responsável pelo "ato terrorista" como sendo Emad Al Swealmeen, de 32 anos, que se pensa ter provocado a explosão com um dispositivo explosivo artesanal que transportava consigo enquanto passageiro do táxi, mas os motivos ainda estão por esclarecer.

"Fizemos um progresso significativo desde a manhã de domingo e sabemos muito mais sobre as peças componentes do dispositivo, como foram obtidas e como foram provavelmente montadas", disse o responsável, mas poderá levar "muitas semanas até que estejamos confiantes no nosso entendimento do que aconteceu".

Elizabeth e Malcom Hitchcott, um casal que tinha hospedado o suspeito, expressaram "choque" e "tristeza" quando souberam que Emad Al Swealmeen era o responsável pela explosão.

"Ele morou aqui durante oito meses e nós vivemos lado a lado. Nunca nos pareceu que havia algum problema", disse Malcolm Hitchcott à estação de televisão ITV, contando também que o jovem terá deixado o islamismo para se converter ao cristianismo numa cerimónia na Catedral de Liverpool.

Segundo Malcolm Hitchcott, Emad Al Swealmeen, que também era conhecido por Enzo Almeni, foi internado durante cerca de seis meses num centro psiquiátrico após um incidente no centro da cidade "envolvendo uma faca".

De acordo com o jornal The Sun, que adianta que Emad Al Swealmeen era natural da Jordânia, a polícia de contraterrorismo acredita que as repetidas rejeições ao seu pedido de asilo e problemas psicológicos poderão tê-lo levado a agir.

A explosão aconteceu junto ao hospital Liverpool Women's Hospital pouco antes das 11h00 de domingo, quando se celebrou o Remembrance Sunday, dia dedicado à memória dos soldados mortos em serviço em conflitos, incluindo nas missões mais recentes no Iraque e no Afeganistão.

O taxista, que conseguiu sair do veículo antes de ser consumido pelas chamas, recebeu alta do hospital onde havia recebido tratamento e a sua esposa escreveu na rede social Facebook que ele era "definitivamente muito sortudo por estar vivo".

Após este ataque, o Reino Unido elevou na segunda-feira para "grave" o nível da ameaça terrorista em solo britânico.

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