Biden fala esta segunda-feira com aliados para coordernar resposta

A Casa Branca anuncia que as conversas servem para debater "os desenvolvimentos" do ataque russo contra a Ucrânia e "coordenar uma resposta unida".

O Presidente dos Estados Unidos vai manter esta segunda-feira uma conversa telefónica com aliados e parceiros para debater "os desenvolvimentos" do ataque russo contra a Ucrânia e "coordenar uma resposta unida", declarou a Casa Branca.

O comunicado não precisou a identidade dos participantes, além de Joe Biden, nestas conversações, que vão decorrer às 16h15 TMG (mesma hora em Lisboa), no mesmo dia em que a Assembleia Geral da ONU vai começar a debater uma resolução de condenação da invasão da Ucrânia por Moscovo.

No domingo, os países do G7 - Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos - advertiram que iam tomar "outras medidas", em conjunto com as sanções já anunciadas, se a Rússia não parar as operações militares.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, garantiu que todos os membros do G7 estavam "totalmente alinhados" contra o ataque russo.

Também no domingo, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou ter colocado em alerta a "força de dissuasão" das forças armadas russas, incluindo uma componente nuclear, numa escalada do conflito que Washington considerou "totalmente inaceitável".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram pelo menos 352 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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