Condenado à morte nos EUA pode escolher entre injeção letal ou gás usado pelos nazis

Frank Atwood tem duas semanas para decidir entre dois métodos de execução que acarretam o risco de uma morte dolorosa.

Um homem condenado à morte no Arizona tem duas semanas para decidir se prefere ser executado através de injeção letal ou com recurso a Zyklon B, o mesmo gás de cianeto que o regime nazi usou para matar milhões de pessoas nos campos de concentração durante o Holocausto.

É uma "escolha de Hobson", condenam os advogados do condenado: da última vez que o gás Zyklon B foi usado no Arizona, na década de 1990, dois condenados sofreram uma "morte agonizante", asfixiados durante 18 minutos. Mas também a injeção letal acarreta o risco de uma morte dolorosa.

Em julho de 2014, o condenado Joseph Wood foi injetado 15 vezes com um cocktail de drogas letais ao longo de duas horas antes de morrer.

Além disso Frank Atwood sofre de uma doença na medula espinal que tornaria potencialmente doloroso ficar amarrado na maca onde a injeção é habitualmente administrada.

O Arizona é o único estado norte-americano onde existe uma câmara de gás funcional, na localidade de Florence. Não foi usada durante duas décadas, mas no ano passado as autoridades locais gastaram dois mil dólares (cerca de 1899 euros) para adquirir o gás venenoso necessário para a reativar.

Os advogados do condenado vão propor ao tribunal que considere para permitir um uma terceira via de execução - um pelotão de fuzilamento, método escolhido por prisioneiro da Carolina do Sul .

Frank Atwood, de 66 anos, foi condenado à morte pelo homicídio de uma criança de 8 anos, em 1984. O Supremo Tribunal decidiu que será executado no dia 8 de junho.

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