Eleições livres e justas na Guiné-Bissau em risco

A campanha para as eleições presidenciais na Guiné-Bissau realiza-se entre os dias 1 e 22 de novembro. Há 12 candidatos às eleições de 24 de novembro.

A porta-voz da Missão Integrada para a Consolidação de Paz na Guiné-Bissau, Júlia Alinho, disse à TSF que com o aproximar das eleições é cada maior a preocupação, porque os candidatos às presidenciais não se entendem sobre a revisão dos cadernos eleitorais e a instabilidade no país é cada vez maior.

"Houve uma alerta feito pelo primeiro-ministro de que haveria uma tentativa de golpe de Estado por parte de um dos candidatos. A situação tem estado tensa com o aproximar das eleições, tem havido relutância de alguns dos candidatos em participar nas reuniões da CNE, enquanto não for resolvida a questão das omissões nos cadernos eleitorais. Eles não querem essas correções, mas já tinha ficado claro que isso só aconteceria se houvesse unanimidade."

Júlia Alinho disse ainda que a comunidade internacional tem acompanhado a situação na Guiné-Bissau e nos próximos dias várias delegações vão estar no país para garantir que as eleições são livres e justas.

"A nossa preocupação é o aumento da tensão e do uso de linguagem incendiária, que pode levar a atos mais violentos. Queremos garantir que as eleições são livres e justas e em situações como estas há sempre esse risco. Nos próximos dias vamos receber a visita da Comissão para a Consolidação da Paz, o Comité de Sanções para a Guiné-Bissau - é uma prova de que a comunidade internacional está a acompanhar de perto e que quer garantir que os atores políticos cumprem o calendário e organizam eleições livres e justas para repor a ordem constitucional."

A campanha para as eleições presidenciais na Guiné-Bissau realiza-se entre os dias 1 e 22 de novembro. Há 12 candidatos às eleições de 24 de novembro.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados