Em São Tomé, em vez de telescola há radioescola

No Dia da Criança em plena pandemia de Covid-19, com ajuda da Unicef, a TSF foi conhecer as diferentes realidades dos mais pequenos em diversos países.

A escola está fechada e as crianças em casa desde a metade de março. Maria Vittória Ballota, a representante adjunta da Unicef em São Tomé e Príncipe percebe a importância de ter as crianças em confinamento, mas esta situação também apresenta riscos.

"Ficando em casa, as crianças que já eram vulneráveis e que estavam a ser acompanhadas pelos educadores e professores estão expostas a situações de violência", alerta Maria Vittória Ballota.

A alimentação também é um problema. Muitas famílias contavam com a escola para garantir que os filhos tinham uma refeição completa. Em alguns casos, a Unicef continua a levar-lhes refeições a casa.

Nos últimos 20 anos houve progressos em São Tomé e Príncipe, tornou-se o país com a taxa mais elevada de escolarização primária e pré-escolar no continente africano.

Não se pode voltar atrás, defende Maria Vittória Ballota. É preciso reinventar a educação em tempo de pandemia, fazer chegar a escola aos miúdos.

"Além das vacinas, comprámos 900 rádios solares que vão ser utilizados pelas famílias para que tenham acesso à escola."

O confinamento obrigatório roubou das ruas o "leve-leve" de São Tomé. Ainda assim, Maria Vittoria usa o "quando" para falar do futuro, nunca o "Se". Quando a pandemia passar, as crianças devem ser a prioridade dos governos e das organizações das Nações Unidas.

"O distanciamento é algo que pode prejudicar muito as crianças que precisam de interação, de brincar, de estar na rua a sentir ar puro, mas também de aprender na e com a comunidade", defende a representante adjunta da Unicef em São Tomé e Príncipe.

Leia aqui todas as reportagens TSF sobre o Dia da Criança num mundo em pandemia

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de