Estudantes universitários estrangeiros que escolham ensino online terão de abandonar os EUA

A decisão foi tomada numa altura em que as instituições de ensino norte-americanas estão ainda a ponderar se retomam ou não as aulas presenciais que foram interrompidas por causa da pandemia.

Os Estados Unidos preparam-se para alterar de novo as leis de imigração e, desta vez, o alvo são os estudantes estrangeiros. Todos os que frequentarem universidades que escolham o ensino online vão ter abandonar o país.

A polícia de imigração publicou uma circular em que fala na mudança da lei que ainda não aconteceu, mas sublinha que ou os alunos escolhem outra escola ou regressam a casa.

A decisão foi tomada numa altura em que as instituições de ensino norte-americanas estão ainda a ponderar se retomam ou não as aulas presenciais que foram interrompidas por causa da pandemia.

Algumas universidades já admitiram que não vão reabrir até 2021, ou seja, depois do prazo determinado pelo governo. Por exemplo, a Universidade de Harvard vai continuar apenas com aulas à distância.

É justamente nestes casos, com aulas 100 por cento online, que o governo norte-americano vai mudar a lei. Assim, estudantes estrangeiros matriculados em escolas sem aulas presenciais vão ter de deixar o país.

O comunicado do departamento de imigração e alfândega dos Estados Unidos apresenta, no entanto, outras soluções. Os estudantes estrangeiros podem procurar escolas com ensino presencial no próximo ano letivo, mas têm menos de 2 meses para o fazer, ou podem apresentar um atestado médico.

Entre os críticos desta mudança na lei está Bernie Sanders, antigo candidato democrata às presidenciais, que defende que "a crueldade da Casa Branca não tem limites".

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