EUA falaram com parceiros europeus sobre aumento de tensão na Ucrânia

Secretário de Estado norte-americano discutiu com Jean-Yves Le Drian, Annalena Baerbock e Elizabeth Truss, respetivamente, a importância da "coordenação contínua para dissuadir qualquer agressão russa contra a Ucrânia".

O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, falou quarta-feira por telefone com os homólogos de França, Alemanha e Reino Unido sobre a tensão na Ucrânia devido às movimentações de tropas russas junto à fronteira com aquele país.

A informação foi confirmada numa declaração do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, que explicou que Blinken discutiu com Jean-Yves Le Drian, Annalena Baerbock e Elizabeth Truss, respetivamente, a importância da "coordenação contínua para dissuadir qualquer agressão russa contra a Ucrânia".

Os governantes "reforçaram o consenso entre os aliados e parceiros para impor à Rússia consequências massivas e custos severos por tais ações", referiu o secretário de Estado.

A conversa aconteceu um dia antes de os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin, conversarem por telefone.

Nas últimas semanas assistiu-se a uma escalada das tensões na região, em face de um possível ataque russo contra a Ucrânia, que segundo fontes ucranianas e norte-americanas poderá acontecer no início de 2022.

A Rússia negou que esteja a preparar-se para uma ofensiva e disse que o Ocidente presta uma atenção excessiva ao movimento de tropas dentro das suas próprias fronteiras.

Durante a conversa entre os governantes europeus e norte-americano, foram também abordadas "preocupações comuns" sobre o programa nuclear do Irão.

Os líderes diplomáticos expressaram ainda a sua "solidariedade" para com a Lituânia, face à "crescente pressão política e coação económica" da China que, segundo Vílnius, retém as suas exportações na alfândega e decidiu limitar as relações diplomáticas após a abertura de uma representação de Taiwan na capital lituana.

As partes envolvidas na teleconferência concordaram, também, sobre a importância de o processo eleitoral na Líbia "avançar sem demora", após a Comissão Suprema Eleitoral daquele país propor, em 22 de dezembro, o adiamento das eleições propostas para 24 do mesmo mês, alegado que as divergências entre os poderes político e judiciário inviabilizam o processo.

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