Filho mais velho de Trump inquirido por comissão que investiga ataque ao Capitólio

Trump Jr. é o segundo filho do ex-presidente a falar com a comissão de investigação, depois da irmã, Ivanka Trump, ter sido inquirida durante oito horas no início de abril.

O filho mais velho do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ouvido pela comissão da Câmara dos Representantes que investiga a invasão do Capitólio, revelaram na quarta-feira à agência Associated Press (AP) duas fontes ligadas ao processo.

Donald Trump Jr. teve esta terça-feira o encontro com o comité responsável por investigar o ataque ao Congresso norte-americano, ocorrido em 06 de janeiro de 2021, quando apoiantes do ex-presidente dos EUA tentaram impedir a confirmação da eleição do atual Presidente, Joe Biden.

Duas fontes ligadas ao processo, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AP a reunião de Trump Jr., que é uma das quase 1.000 testemunhas que a comissão de investigação tem inquirido para apurar os factos do maior incidente contra o Capitólio em mais de dois séculos.

Trump Jr. é o segundo filho do ex-presidente a falar com a comissão de investigação, depois da irmã, Ivanka Trump, ter sido inquirida durante oito horas no início de abril, bem como o marido desta, Jared Kushner.

O filho mais velho de Trump já tinha comparecido em outras investigações do Congresso norte-americano, testemunhando pelo menos três vezes em investigações da Câmara e do Senado sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

A comissão da Câmara dos Representantes tem vindo a aproximar-se do círculo mais próximo de familiares e conselheiros políticos do magnata republicano.

O interesse por Trump Jr. deve-se à sua proximidade com o pai no dia da insurreição, onde foi visto nos bastidores do comício que decorreu na Casa Branca, antes dos apoiantes de Donald Trump rumarem para o Capitólio.

Em vários vídeos divulgados nas redes sociais naquela data, Trump Jr. foi visto com Kimberly Guilfoyle, na altura namorada e agora a sua noiva, e outros membros da família Trump, enquanto o republicano se preparava para fazer o discurso que os investigadores acreditam que levou os apoiantes a agirem com violência naquele dia.

O comité também divulgou mensagens de Trump Jr., desde 06 de janeiro, onde implorava para que a Casa Branca levasse o seu pai a condenar energeticamente a invasão do Capitólio.

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