Grupos humanitários salvaram 366 migrantes do Mediterrâneo nas últimas 48 horas

Alguns dos migrantes encontram-se em estado de choque, sofrem de queimaduras, feridas provocadas por armas de fogo, hipotermia grave e desidratação, disse a Open Arms através de mensagens que estão a ser difundidas nas redes sociais.

Um total de 366 migrantes aguardam desembarque em porto seguro após terem sido resgatados por três navios humanitários no Mediterrâneo central.

A última operação de resgate decorreu na quinta-feira à tarde quando um navio de pesca espanhol adaptado a embarcação de salvamento sob as ordens da organização Salvamento Marítimo Humanitário (SMH) socorreu 78 pessoas que se encontravam a bordo de uma embarcação de fabrico precário, anunciou a organização.

O resgate localizou-se em águas internacionais, e neste momento os migrantes esperam autorização para desembarcar em porto seguro, disse a SMH indicando que os pontos mais perto são "italianos e malteses".

Anteriormente, outra organização espanhola (Open Arms) resgatou 73 migrantes no Mediterrâneo central que viajavam numa barcaça que se encontrava à deriva e em risco de naufrágio, ao largo da Líbia.

Destes 73 resgatados, 69 são homens, quatro são mulheres além de duas crianças de três e quatro anos. Os restantes são 24 menores não acompanhados.

Alguns dos migrantes encontram-se em estado de choque, sofrem de queimaduras, feridas provocadas por armas de fogo, hipotermia grave e desidratação, disse a Open Arms através de mensagens que estão a ser difundidas nas redes sociais.

A organização não-governamental solicitou um porto seguro para poder desembarcar as pessoas e, por isso, aguardam instruções dos países mais próximos do local do resgate: Itália e Malta.

Entretanto, o navio Ocean Viking, das organizações Médicos sem Fronteiras (MSF) e SOS Mediterranée, leva a bordo 215 migrantes resgatados nos últimos dias em três operações no Mediterrâneo central, igualmente ao largo da Líbia.

Um comunicado conjunto da MSF e da SOS Mediterranée refere que foi pedido às autoridades italianas e maltesas para que seja designado um porto, tendo rejeitado a proposta de Tripoli para fazer regressar os migrantes a território líbio.

Por outro lado, as autoridades de Malta socorrem uma barcaça que levava a bordo 70 migrantes, entre os quais crianças, disse esta sexta-feira a organização Alarm Phone que emitiu o alerta sobre a embarcação à deriva.

A missão líbia da Organização Internacional de Migrantes (OIM) advertiu que nas últimas 48 horas pelo menos nove embarcações, totalizando 600 passageiros rumaram em direção ao continente europeu. A Alemanha, a França, a Itália e Malta alcançaram em setembro um acordo para gerir os fluxos migratórios que cruzam o Mediterrâneo central, com um sistema de distribuição de migrantes. O acordo pretende ser alargado a outros países da União Europeia.

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