Holanda não foi rápida e eficaz no combate inicial à pandemia

Haia optou por seguir o caminho também escolhido pela Suécia e Reino Unido, o da imunidade em massa. Só recentemente tomou medidas de contenção.

Apesar da reserva dos especialistas o governo holandês optou por tentar conseguir que a pandemia não chegasse aos grupos de risco.

O instituto de saúde pública defendeu que entre 50 a 60% da população total do país teria de estar infetada e recuperar para se conseguir essa imunidade. Esta estratégia é normalmente conseguida através da vacinação e não da exposição e recuperação.

Os especialistas alertaram que permitir que o coronavírus se espalhe entre os membros mais jovens e saudáveis da população é uma maneira perigosa de criar resistência na comunidade. O primeiro-ministro defende, no entanto, que quanto maior for o grupo imunológico, menor será a possibilidade de o vírus atingir os idosos mais vulneráveis ​e outras pessoas com problemas de saúde.

No dia 17 de março Mark Rutte recusou-se a "trabalhar incansavelmente para conter o vírus" e "fechar completamente o país" não colocando a hipótese de restringir os movimentos de toda a população.

Isto aconteceu a meio da semana passada e só depois o governo holandês decidiu encerrar as escolas e restaurantes. Os casinos foram fechados na terça-feira e apenas um dia antes todas as pessoas foram aconselhadas a ficar em casa e só saírem por razões de força maior. Até segunda-feira esse conselho servia apenas para os grupos de risco.

O primeiro caso da Covid 19 apareceu na Holanda no dia 27 de fevereiro e neste momento o país tem 7 mil 431 casos positivos. 761 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos. Até agora morreram mais de 270 pessoas.

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