Manifestações e cordões humanos. Há novos protestos nas ruas Hong Kong

Os protestos na região administrativa especial chinesa duram desde 9 de junho e têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e polícia.

Os protestos antigovernamentais e pró-democracia voltam esta sexta-feira às ruas de Hong Kong, com um cordão humano marcado para junto das estações das três principais linhas de metropolitano e uma manifestação promovida por contabilistas.

As duas iniciativas antecedem um protesto convocado para 31 de agosto para assinalar os cinco anos do veto de Pequim à possibilidade de sufrágio universal na ex-colónia britânica.

Os novos protestos acontecem após a manifestação pacífica de domingo - que juntou mais de 1,7 milhões de pessoas, segundo a organização, e 128 mil, de acordo com a polícia - e um tenso protesto esta semana numa das estações de metro que quase resultou em confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Os contabilistas vão marchar no centro da cidade, num desfile autorizado pela polícia, para exigir ao Governo de Hong Kong uma resposta às cinco reivindicações da Frente Cívica dos Direitos Humanos, o movimento que tem liderado os maiores protestos.

Em causa está a retirada definitiva das emendas à lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial, a demissão da chefe do Governo, Carrie Lam, e sufrágio universal nas eleições para chefe do Executivo e para o Conselho Legislativo (parlamento local).

O cordão humano não tem uma liderança conhecida e tem sido promovida nas redes sociais, uma iniciativa para "continuar a dar eco aos apelos das pessoas de maneira pacífica, racional e não-violenta" e, "ao mesmo tempo, elevar a consciência internacional" para as reivindicações da população de Hong Kong.

Na quinta-feira, a empresa gestora do metro em Hong Hong anunciou que, daqui em diante, ao mínimo sinal de violência, vai suspender os serviços e fechar as estações sem qualquer aviso. "A polícia pode ter que entrar nas estações para tomar as ações necessárias para garantir o cumprimento da lei", indicou a MTR, num comunicado citado pelo jornal South China Morning Post.

Inicialmente, a contestação dirigia-se apenas às emendas à lei da extradição propostas pelo Governo de Hong Kong, que permitiriam extraditar suspeitos de crimes para países com os quais não existia acordo prévio, como é o caso da China continental.

A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas", precisamente o que os opositores às alterações da lei da extradição garantem estar agora em causa.

Para a região administrativa especial da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

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