Já se sabia que comida congelada pode conter coronavírus. Mas também pode transmitir infeção

O risco é muito baixo, mas não é deixado de parte. Bacalhau congelado encontrado na China suscita novas dúvidas sobre como o novo coronavírus pode ser transmitido a longas distâncias.

O Centro de Controlo de Doenças da China testou uma embalagem de bacalhau congelado com o vírus ativo e admitiu ser possível a transmissão, ainda que o risco seja muito reduzido. Ainda assim, a descoberta fez com que a autoridade sanitária chinesa deixasse o alerta, avança a agência Reuters, e levou os investigadores a questionar se esta não será uma via de contaminação a grandes distâncias.

A história de dois estivadores de Qingdao, cidade do leste chinês, suscita dúvidas por parte dos cientistas. Os dois foram inicialmente diagnosticados com infeções assintomáticas, em setembro, e transportaram a carga viral para o hospital onde faziam a quarentena. Devido à desinfeção e proteção deficientes, transmitiram a infeção a mais 12 pessoas ligadas à unidade de saúde. O Centro de Controlo de Doenças da China acredita que pode ter acontecido uma de duas coisas: os estivadores contraíram o vírus a partir da embalagem contaminada ou os dois trabalhadores já se encontravam contaminados e passaram o vírus para a comida congelada, durante o manuseamento.

A primeira não deixa de ser uma hipótese possível, mas, até ao momento, não foram encontradas provas de que haja consumidores contaminados por terem tido contacto com alimentos congelados com o novo coronavírus. A comunidade científica considera que esta seja, por isso, uma possibilidade remota.

O Centro de Controlo de Doenças da China deixou, contudo, alertas para que os trabalhadores do setor alimentar tenham cuidados acrescidos no manuseamento, processamento e venda de produtos congelados, escusando-se a tocar na boca ou no nariz antes de despir a roupa do trabalho, lavando as mãos e fazendo rastreios com frequência.

Antes desta embalagem de bacalhau congelado, os traços genéticos do vírus já tinham sido detetados noutros produtos alimentares congelados, mas a quantidade de vírus era residual, pelo que não foi possível isolar material ativo, estado em que o vírus pode contaminar os seres humanos.

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