Macron adverte que este é "momento de verdade" para a Europa

Emmanuel Macron reiterou que esta "crise inédita, no plano sanitário mas também a nível socioeconómico, exige muito mais solidariedade e ambição".

O Presidente francês afirmou que o Conselho Europeu que esta sexta-feira começa em Bruxelas é um "momento de verdade e de ambição para a Europa", garantindo que tudo fará para contribuir para um compromisso sobre o plano de relançamento da UE.

À chegada à sede do Conselho, para aquela que é a primeira cimeira de líderes presencial desde a crise da pandemia da covid-19, Emmanuel Macron reiterou que esta "crise inédita, no plano sanitário mas também a nível socioeconómico, exige muito mais solidariedade e ambição", advertindo que, para muitos, "é o projeto europeu que está em jogo".

Lembrando a proposta franco-alemã avançada em 18 de maio, de um Fundo de Recuperação de 500 mil milhões em subvenções, "que serviu de base à proposta da Comissão Europeia de um plano de relançamento", o Presidente francês, que na quinta-feira à noite reuniu-se em Bruxelas com o primeiro-ministro António Costa, considerou que "as próximas horas são absolutamente decisivas" para a UE estar à altura da ambição que o momento exige.

Numa curta declaração - à medida que vão chegando ao Conselho, os chefes de Estado e de Governo da UE prestam declarações dirigindo-se às câmaras, sem a presença de jornalistas, ainda devido às restrições motivadas pela covid-19 -, Macron garantiu que, "em conjunto com a chanceler [alemã] Angela Merkel, e ao lado do presidente [do Conselho Europeu] Charles Michel", tudo fará "para que seja alcançado um acordo".

A partir das 10h00 locais, 09h00 de Lisboa, terá início a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE na qual os 27 vão tentar chegar a um acordo sobre o plano de relançamento da Europa face à crise da covid-19, com base num Fundo de Recuperação associado a um orçamento comunitário para os próximos sete anos.

A mais recente proposta colocada sobre a mesa por Charles Michel prevê um Fundo de 750 mil milhões - com dois terços desses montantes a serem canalizados para os Estados-membros a fundo perdido - e um orçamento para 2021-2027 no montante global de 1,07 biliões de euros.

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