Mais de 400 mil voluntários para apoiar serviços de saúde no Reino Unido

Os voluntários vão ter como funções, entre outras, levar medicamentos das farmácias aos pacientes, transportar os pacientes do hospital para casa ou simplesmente fazer telefonemas regulares para verificar as pessoas que estão sozinhas.

Mais de 400 mil pessoas inscreveram-se como voluntários menos de 24 horas após o apelo feito pelo governo britânico para ajudar o Sistema Nacional de Saúde (NHS) durante a pandemia covid-19, revelou hoje o primeiro-ministro, Boris Johnson.

"Quando lançámos o apelo na noite passada, esperávamos receber 250.000 [candidaturas] em alguns dias. Mas posso dizer que em apenas 24 horas 405.000 pessoas responderam ao apelo", exultou, numa conferência de imprensa diária sobre a crise.

Os voluntários vão ter como funções, entre outras, levar medicamentos das farmácias aos pacientes, transportar os pacientes do hospital para casa ou simplesmente fazer telefonemas regulares para verificar e apoiar as pessoas que estão sozinhas em casa.

Cerca de 1,5 milhões de pessoas consideradas vulneráveis por sofrerem de patologias que poderão resultar complicações se contraírem covid-19, como doenças respiratórias, certos tipos de cancro, transplantes de órgãos ou em tratamentos que afetam o sistema imunitário, foram urgidas a ficarem dentro de casa durante 12 semanas.

O apelo faz parte de uma mobilização das autoridades britânicas para um aumento do número de casos de pessoas infetadas com covid-19 nos próximos dias.

Na terça-feira, o ministro da Saúde, Matt Hancock, adiantou que 11.788 antigos funcionários do NHS (serviço nacional de saúde britânico), desde médicos e enfermeiros aposentados ou a exercer atualmente outras funções, juntamente com 24.000 finalistas dos cursos de medicina e enfermagem, também aceitaram o desafio para ajudar na luta ao novo coronavírus SARS-CoV-2.

De acordo com um balanço do Ministério da Saúde divulgado esta noite, os óbitos de pessoas infetadas com covid-19 subiu para 465, mais 43 do que no dia anterior, devendo o número de casos, que era de 8.077 na terça-feira, ser atualizado mais tarde.

Hoje, antes de suspender os trabalhos por um mês, até 21 de abril, o parlamento finalizou a aprovação da legislação de emergência que dá poderes reforçados ao governo para combater a pandemia, incluindo a detenção de pessoas que sejam consideradas um risco para a saúde pública.

O governo impôs um regime de confinamento, só permitindo às pessoas saírem para fazer compras de bens essenciais, exercício, para ajudar uma pessoa vulnerável ou para ir para o emprego, quando não for possível trabalhar remotamente.

Quem desrespeitar as regras está sujeito a multas de 30 libras (33 euros) pela polícia, que também terá poderes para dispersar ajuntamentos de mais de duas pessoas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 3.434, entre 47.610 casos de infeção.

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