Mortes em casa crescem 53% em quatro das maiores cidades brasileiras

Cresce o número de mortes em casa em quatro das principais cidades brasileiras durante a pandemia. Especialistas apontam a sobrelotação dos serviços de saúde como causa.

O jornal Folha de São Paulo revela que morreram em casa nos últimos três meses quase 10 mil pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus. Estes números representam uma subida de 53% no número de óbitos por causas naturais registados em casa nestas cidades brasileiras.

Os números citados pela Folha de São Paulo fazem parte de um levantamento realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz - Instituto Léonidas e Maria Deane), para a Folha.

Entre 15 de março e 13 de junho, o número de mortes por causas naturais no domicílio subiu de 6.378, em 2019, para 9.773, em igual período de 2020. Já segundo os registos da Central de Informações do Registo Civil (CRC Nacional), o número de mortes por causas naturais subiu 44% neste período.

A situação mais grave, escreve o jornal, é registada em Manaus, onde o crescimento do número de mortes por causa natural no domicílio foi de 120%, com 1.290 mortes. Esta cidade é seguida de Fortaleza (74%), Rio de Janeiro com 48% e São Paulo com 34% de crescimento.

Os números sofrem influencia da corrida aos hospitais por causa da covid-19, diz o epidemiologista Diego Ricardo Xavier, da Fiocruz fluminense - Rio de Janeiro -, citado pela Folha de São Paulo.

"As mortes em casa ou na via pública por causas naturais, por princípio, são quase todas evitáveis. São um indicador clássico de défice ou precariedade da atenção à saúde", diz epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazónia.

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