Por questões éticas. Uma das últimas rinocerontes brancas retirada de programa de reprodução

Os cientistas retiraram um dos dois últimos rinocerontes brancos do Norte existentes no mundo de um programa de reprodução que tenta salvar a espécie da extinção.

Foi retirado de um programa de reprodução assistida um dos dois últimos rinocerontes brancos do Norte que participavam na iniciativa da BioRescue, pensada para tentar salvar a espécie da extinção.

A BBC avança que a decisão de interromper a colheita de óvulos de Najin, um rinoceronte fêmea de 32 anos, deveu-se a uma avaliação de risco que considerou a idade e outros fatores como potenciadores "de risco ético". Najin e a filha, Fatu, já não conseguem levar uma gestação até ao fim.

O último macho desta espécie morreu em 2018, mas o esperma do animal foi recolhido e tem sido utilizado para fertilizar os óvulos. O procedimento envolve a extração dos óvulos de rinoceronte por uma equipa de veterinários, com técnicas desenvolvidas ao longo de anos.

Os óvulos são então enviados para um laboratório italiano para serem fertilizados, usando esperma de dois machos falecidos. Doze embriões foram gerados até agora, e os cientistas esperam implantá-los em mães substitutas, selecionadas entre uma população de rinocerontes brancos.

A equipa científica BioRescue, que lidera as investigações, admite que "retirar um animal de um programa de conservação por motivos de bem-estar não costuma ser uma questão que provoque hesitações, mas, quando um indivíduo é 50% de uma população, tem de ser ponderada várias vezes".

Além da idade avançada, exames de ultrassom revelaram vários tumores pequenos e benignos no colo do útero de Najin, e um quisto no ovário esquerdo. A BioRescue manterá o animal alocado à iniciativa, agora a fornecer amostras de tecido para estudos com células-tronco.

Também se espera que Najin possa "transferir conhecimento e comportamento social" às futuras gerações. Estes rinocerontes brancos estão perto da extinção devido à caça ilegal e à perda de habitat.

Najin nasceu num jardim zoológico checo, mas foi transferida uma década depois para a Ol Pejeta Conservancy, no Quénia, onde vive sob proteção armada.

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