Novo ataque a zona residencial em Kiev, decretado recolher obrigatório na capital ucraniana e outros destaques TSF

Os primeiros-ministros polaco, checo e esloveno vão viajar para Kiev como representantes do Conselho Europeu para se encontrarem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Kiev acordou esta terça-feira com um novo ataque russo a um edifício residencial de 15 andares. Inicialmente, as autoridades anunciaram duas mortes no ataque, mas o balanço foi atualizado ao final da manhã, tendo pelo menos quatro pessoas perdido a vida. Os serviços de emergência ucranianos adiantaram que 27 pessoas foram retiradas ilesas. O deputado ucraniano Oleksiy Honcharenko, ouvido pelo enviado especial da TSF a Kiev, Pedro Cruz, afirma que este é mais um exemplo do terrorismo de Putin e pede que o espaço aéreo da Ucrânia seja fechado. Na sequência deste ataque, o autarca de Kiev decretou um recolher obrigatório de 36 horas.

Os primeiros-ministros polaco, checo e esloveno vão viajar para Kiev como representantes do Conselho Europeu para se encontrarem com o Presidente ucraniano. Já a China rejeita ser afetada pelas sanções ocidentais contra a Rússia.

Vinte dias depois do início da guerra na Ucrânia, os países vizinhos ainda estão a conseguir acolher refugiados ucranianos, mas eles não param de chegar, sendo que, por exemplo, a Polónia já está no limite. O coordenador do Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas admite, em declarações ao programa da TSF "Conselho de Guerra", um cenário de rutura. Pedro Matos afirma que a ajuda financeira não está a ser suficiente e adianta que o Programa Alimentar Mundial está a trabalhar numa operação para acudir os refugiados ucranianos.

O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky disse que o Exército russo "já perdeu mais na Ucrânia" do que nas duas guerras "sangrentas" na Chechénia, no Cáucaso. Numa gravação vídeo difundida pela rede social Twitter, o chefe de Estado ucraniano afirma que as forças ucranianas estão a "infligir perdas devastadoras" às tropas russas.

Na segunda-feira, duas pessoas morreram depois de um míssil ter atingido um edifício residencial na capital da Ucrânia. O enviado especial da TSF a Kiev, Pedro Cruz, falou com Tanya, uma moradora do prédio ao lado. Acordou, foi à cozinha beber água e um estrondo como nunca tinha ouvido projetou-a para trás, ao mesmo tempo que lhe caíam em cima os vidros da janela, feita em mil pedaços. Leia a reportagem aqui:

A escola Shevtchenko, em Faro, reúne todos os domingos as crianças ucranianas que aprendem a língua e culturas do seu país. Na última semana já recebeu três meninos refugiados. Para que as crianças não fiquem demasiado tristes e esqueçam a guerra que está a assolar o seu país, dizem-se poemas, canta-se o hino e canções da Ucrânia. Pode ler a reportagem aqui:

Uma jornalista do Channel One, canal da televisão estatal russa, entrou em estúdio durante a emissão do noticiário enquanto segurava um cartaz em protesto contra a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. "Sem guerra. Parem a guerra. Não acreditem na propaganda que vos dizem aqui. Russos contra a guerra", podia ler-se no cartaz. Uma plataforma que monitoriza as detenções em protestos da oposição identificou a mulher como Marina Ovsyannikova, editora e jornalista do Channel One, e que agora deverá estar detida.

Morreu aos 73 anos o ator e encenador Jorge Silva Melo, vítima de doença oncológica. O Presidente da República prestou uma "sentida homenagem" a Jorge Silva Melo, considerando-o, além de "um dos encenadores mais emblemáticos e dinâmicos do teatro português", um "homem politicamente empenhado", "descobridor de talentos e congregador de vontades".

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