Observadores da CPLP consideram eleições em Timor-Leste "credíveis, livres e pacíficas"

A convite das autoridades timorenses, a missão integrou 16 observadores, incluindo parlamentares designados pala Assembleia Parlamentar da CPLP, diplomatas e técnicos dos Estados-membros e funcionários da CPLP.

A missão de observação da CPLP às presidenciais timorenses considerou esta segunda-feira que as eleições foram "credíveis, livres e pacíficas", contribuindo para o reforço das instituições democráticas, coesão nacional e participação política da cidadania.

"A missão da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] considera que as eleições decorreram em consonâncias com as práticas internacionais de referência, em respeito pelos princípios democráticos e direitos políticos consagrados constitucionalmente, e de acordo com os preceitos definidos nas leis e procedimentos eleitorais em vigor", disse o chefe da missão, o embaixador angolano José Guerreiro Alves Primo.

"Constatou que foram asseguradas as liberdades cívicas e os direitos dos cidadãos, designadamente no que toca à parificação nos processos políticos do país, no exercício do direito de voto, no respeito da igualdade do sufrágio universal, liberdade de expressão e de associação", sublinhou.

Na apresentação do relatório preliminar de avaliação da missão de curta duração, o diplomata congratulou as autoridades pela "realização de eleições credíveis, livres e pacíficas que muto contribuem para o reforço das instituições democráticas, coesão nacional e exercício da cidadania e participação política".

Em Timor-Leste, a convite das autoridades timorenses, a missão integrou 16 observadores, incluindo parlamentares designado pala Assembleia Parlamentar da CPLP, diplomatas e técnicos dos Estados-membros e funcionários da CPLP.

Os membros da missão reuniram-se com as autoridades eleitores e com os diversos candidatos, tendo-se desdobrado em sete equipas que visitaram 131 centros de votação nos municípios de Díli, Aileu, Emera, Liquiçá e Manatuto.

Alves Primo destacou "a capacidade demonstrada pela CNE [Comissão Nacional de Eleições] e pelo STAE [Secretariado Técnico de Administração Eleitoral]", felicitando o "desempenho responsável e de elevada competência dos membros dos centros de votação", saudando a elevada participação de mulheres e jovens nas mesas.

"As eleições democráticas e participadas são pilar fundamental da nossa governação, estabilidade e desenvolvimento económico e social. A missão saúda o povo da RDTL pela forma exemplar como exerceu o direito de voto, demonstrando civismo e serenidade, contribuindo para o reforço da democracia e do Estado de direito do país, e para a coesão e afirmação internacional dos países da CPLP", afirmou.

José Ramos-Horta lidera a contagem, quando falta ainda fechar os municípios de Bobonaro e Díli, com cerca de 45,76% dos votos, aquém dos 50% mais um necessários para resolver a eleição à primeira volta.

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