Papa solidariza-se com população das Filipinas após a passagem de tufão

Quase 100 pessoas morreram nas Filipinas à passagem do tufão Rai, o mais forte a atingir o país neste ano.

O Papa Francisco expressou este domingo sua solidariedade à população das Filipinas, que foi afetada por um tufão que devastou parte do país, causando perto de 100 mortes e a deslocação de meio milhão de pessoas.

"Exprimo a minha solidariedade à população das Filipinas atingida por um forte tufão que destruiu muitas casas. Que o Santo Menino traga consolo e esperança às famílias com mais problemas", disse o chefe da Igreja Católica, que se deslocou às Filipinas em janeiro de 2015.

Quase 100 pessoas morreram nas Filipinas à passagem do tufão Rai, o mais forte a atingir o país neste ano, de acordo com contagens oficiais divulgadas este domingo.

As autoridades tentam agora levar comida e água às ilhas devastadas.

O governador da ilha turística de Bohol (centro), Arthur Yap, anunciou na sua página do Facebook que 63 pessoas morreram na sua província enquanto nas ilhas Dinagat há registo de 10 mortes.

O número de vítimas pode aumentar à medida que as equipas de resgate chegam às áreas devastadas pelo tufão.

O tufão, acompanhado por ventos que atingiram 195 quilómetros por hora, varreu o centro e o sul das Filipinas na quinta e sexta-feira, explodindo telhados, rasgando postes e cortando as comunicações, antes de partir para o mar no sábado.

Fotos aéreas tornadas públicas pelo exército mostram danos consideráveis nas regiões afetadas. Cerca de 300 mil pessoas tiveram que fugir das suas casas.

Rai é um tufão particularmente tardio na temporada. A maioria dos ciclones tropicais no Oceano Pacífico forma-se entre julho e outubro.

Os cientistas há muito alertam que os tufões estão a ficar cada vez mais fortes à medida que o aquecimento global causado pelo homem acelera.

As Filipinas, classificadas entre os países mais expostos às mudanças climáticas, são varridas por quase 20 tempestades tropicais ou tufões a cada ano que normalmente destroem plantações, casas e infraestrutura em regiões já pobres.

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