Polícia detém suspeito pela morte de homem em protesto antirracista em Louisville

Lopez tinha já participado em protestos anteriores contra a violência policial e tinha sido convidado a sair por ser considerado um elemento perturbador.

A polícia deteve no domingo um suspeito pela morte de um homem durante uma ação em memória do assassinato de Breonna Taylor na cidade de Louisville, no estado do Kentucky, nos Estados Unidos.

De acordo com o chefe interino da polícia de Louisville, Robert Schroeder, o indivíduo que atirou a tiro e matou Tyler Charles Gerth, de 27 anos, no parque Jefferson Square, foi identificado na citação de detenção como Steven Nelson Lopez. O suspeito, que já foi acusado de homicídio pelas autoridades, teve também de ser hospitalizado, após ter sido ferido numa perna por manifestantes que procuravam defender-se.

Tanto as autoridades como outros manifestantes adiantaram este domingo que Lopez tinha já participado em protestos anteriores contra a violência policial e que tinha sido convidado a sair por ser considerado um elemento perturbador.

Num vídeo das filmagens mostrado durante a conferência de imprensa da polícia de Louisville, Lopez foi cercado por vários manifestantes antes de os tiros serem disparados, com as pessoas a tentarem tudo para se protegerem. Outro vídeo divulgado posteriormente nas redes sociais mostrou pelo menos uma pessoa a sangrar no chão.

Várias outras pessoas dispararam tiros após o suspeito ter começado a disparar, mas mais ninguém foi atingido, revelou o presidente da câmara de Louisville, Greg Fischer.

"Quer estivessem lá na altura do tiroteio ou não, conheço a tristeza daqueles que têm estado a organizar e a participar em protestos pacíficos em prol da justiça racial. Isto não é absolutamente o que eles queriam ou o que qualquer um de nós queria", disse Fischer, acrescentando: "Não podemos deixar que um ato sem sentido de um indivíduo destrua aquele sonho, aquela visão que temos como cidade".

Durante quase um mês, os manifestantes têm vindo a exigir que os agentes envolvidos na morte de Breonna Taylor sejam acusados pela justiça.

Taylor, uma mulher negra, de 26 anos, foi morta na sua casa em Louisville, em março, pela polícia, que estava a cumprir um mandado de busca e apreensão de drogas, que nunca seriam encontradas.

O tiroteio de sábado à noite foi pelo menos o segundo num mês de protestos em Louisville depois da morte de Taylor. Em 28 de maio, sete pessoas ficaram feridas num tiroteio perto da câmara municipal, provocando uma declaração da mãe de Taylor que pediu às pessoas que exigissem justiça "sem se magoarem umas às outras".

O caso originou protestos contra o racismo e a violência policial, tal como aconteceria a 25 de maio com o homicídio de George Floyd, em Minneapolis, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas e em todo o mundo.

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