Primeiro-ministro das Ilhas Virgens Britânicas é libertado sob fiança em caso de tráfico de droga

Além de pagar uma fiança corporativa de 500 mil dólares, Andrew Fahie terá de usar uma pulseira eletrónica.

O primeiro-ministro das Ilhas Virgens Britânicas, acusado de tráfico de cocaína pelo tribunal federal de Miami (EUA), foi libertado sob fiança de 500.000 dólares (cerca de 470.000 euros), decidiu esta quinta-feira a juíza Alicia Otazo-Reyes.

A magistrada do tribunal federal de Miami, no estado norte-americano da Florida, rejeitou o argumento dos procuradores de que Andrew Fahie iria fugir do país se fosse libertado, enquanto aguarda julgamento por acusações de cocaína.

Em vez disso, Alicia Otazo-Reyes disse que o governante poderia permanecer na cidade norte-americana, na casa arrendada das suas duas filhas em idade universitária, se ele e a sua família entregassem os passaportes.

O primeiro-ministro também terá de usar uma pulseira eletrónica, além de pagar uma fiança corporativa de 500.000 dólares, segundo a juíza.

Na segunda-feira, Andrew Fahie exigiu a sua libertação imediata da custódia dos Estados Unidos, argumentando estar imune à acusação de tráfico de cocaína por ser o chefe do Governo daquele território britânico ultramarino.

Um advogado de Andrew Fahie fez o pedido num processo no tribunal federal de Miami, no estado norte-americano da Florida.

O governante de 51 anos foi preso na semana passada durante uma operação da agência norte-americana de combate ao tráfico de droga (DEA), enquanto se preparava para embarcar num jato particular em Miami.

A defesa de Andrew Fahie não respondeu a um pedido de comentário e no seu arquivo de duas páginas não faculta pormenores sobre a reivindicação de imunidade do seu cliente, segundo a agência de notícias AP.

O primeiro-ministro das Ilhas Virgens Britânicas e o diretor dos portos deste território nas Caraíbas foram detidos em Miami, na sexta-feira, acusados de contrabando de droga, depois de serem apanhados numa operação policial no aeroporto local.

"Qualquer pessoa envolvida em trazer drogas perigosas para os Estados Unidos será responsabilizada, independentemente da sua posição", disse a responsável da agência norte-americana de combate ao tráfico de droga, conhecida por DEA, Anne Milgram.

O primeiro-ministro deste território britânico, Andrew Alturo Fahie, e o diretor executivo da administração portuária, Oleanvine Maynard, foram detidos por agentes da DEA no Aeroporto de Miami e acusados de conspiração para importação de cocaína e lavagem de dinheiro, de acordo com uma queixa criminal, que dá conta que o filho de Maynard, Kadeem Maynard, enfrenta as mesmas acusações, de acordo com os autos do tribunal, citados pela AP.

"Hoje é mais um exemplo da determinação da DEA em responsabilizar membros corruptos do governo pela utilização das suas posições de poder para proporcionar um porto seguro aos traficantes de droga e aos branqueadores de dinheiro em troca dos seus próprios ganhos financeiros e políticos".

De acordo com a queixa citada pela AP, Fahie e Oleanvine Maynard foram ao aeroporto para se encontrarem com traficantes de droga mexicanos, que na realidade eram agentes infiltrados da DEA, para confirmarem o pagamento de 700.000 dólares em dinheiro que os políticos deste território britânico esperavam receber por ajudarem a contrabandear cocaína da Colômbia para Miami e Nova Iorque.

A ministra britânica dos Territórios Ultramarinos, Amanda Milling, foi enviada para o território pela chefe da diplomacia britânica, Liz Trussque se afirmou "chocada com estas graves acusações".

As ilhas "são uma parte integral da família britânica, e o governo está empenhado em garantir a segurança o bem-estar do povo das Ilhas Virgens Britânicas", acrescentou a governante.

As Ilhas Virgens Britânicas são um território ultramarino do Reino Unido com cerca de 35.000 habitantes, a leste de Porto Rico, com uma governação autónoma e com um governo parlamentar eleito localmente.

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