Republicanos reafirmam interferência ucraniana em eleições nos EUA

Na discussão do "impeachment" instaurado a Donald Trump, os Republicanos voltaram a colocar a tónica na interferência da Ucrânia nas eleições que opuseram Donald Trump e Hilarry Clinton, justificando assim as chamadas de Trump ao Presidente ucraniano

Os Republicanos na Câmara de Representantes recuperaram a tese de que a Ucrânia terá tentado interferir nas eleições presidenciais dos EUA de 2016, para descredibilizar o inquérito de destituição ao Presidente Donald Trump.

No dia em que se iniciaram as audiências públicas do processo de destituição de Donald Trump, os membros do Partido Republicano aproveitaram para criticar o processo iniciado pelos Democratas - de tentar provar que houve abuso de poder do Presidente ao pressionar, num telefonema, o Presidente da Ucrânia para que este investigasse um seu adversário político - e reavivaram a tese de que a Ucrânia terá tentado interferir nas eleições de 2016.

Os Republicanos dizem que essa suspeita de interferência justifica a pressão exercida por Donald Trump sobre o seu homólogo ucraniano, para que este investigasse todos os casos de corrupção naquele país da Europa de Leste, incluindo um que envolvia o filho de Joe Biden, ex-vice-Presidente dos EUA e atual candidato nas eleições primárias do Partido Democrata.

Devin Nunes, representante Republicano, preferiu desenvolver essa tese, em vez de colocar questões aos dois funcionários do Departamento de Estado (William Taylor e George Kent) que hoje foram ouvidos no âmbito do inquérito para a destituição do Presidente.

Também o representante Mark Meadows, um dos mais próximos apoiantes de Trump, defendeu que "toda a gente tem a sua ideia sobre o que é a verdade", questionando a perceção levantada pelos Democratas de que Trump teria agido de forma incorreta durante o telefonema com o Presidente ucraniano.

William Taylor apresentou factos que estão na base da argumentação para o inquérito para a destituição: a retenção de cerca de 400 milhões de dólares (quase 400 milhões de euros) de ajuda militar à Ucrânia, até que o Presidente desse país da Europa de Leste aceitasse investigar a investigar a atividade da família de Joe Biden.

Na tese dos republicanos, hoje repetida perante a comissão de inquérito, a retenção da ajuda financeira deveu-se ao facto de o Governo dos EUA suspeitar de que a Ucrânia esteve envolvida num processo de interferência política nas eleições presidenciais de 2016.

Momentos antes, sobre o caso ucraniano, contudo, William Taylor disse que Donald Trump tinha uma política para com a Ucrânia mais competente do que aquela conduzida pelo seu antecessor, Barack Obama, mas que o atual Governo deitou por terra essa estratégia, por razões políticas domésticas, referindo-se ao pedido de investigação a Joe Biden.

Taylor disse que ficou surpreendido por Trump ter ordenado uma suspensão ao apoio financeiro à Ucrânia, que poderia ser por tempo indeterminado, para garantir que o Governo ucraniano investigaria o caso de corrupção envolvendo Hunter Biden, filho de Joe Biden, atual candidato nas eleições primárias do Partido Democrata.

Na fase de perguntas dos representantes Republicanos, Steve Castor preferiu tentar compreender, junto de Taylor e Kent, de que forma Hunter Biden seria competente para trabalhar com uma empresa ucraniana, procurando levar a discussão para a responsabilidade de Joe Biden no caso que levou Trump a exigir uma investigação por parte do Presidente da Ucrânia.

Contudo, os dois funcionários do Departamento de Estado confessaram não conhecer as razões da contratação de Hunter Biden pela empresa da Ucrânia.

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