Sarampo provoca alerta no Afeganistão

O número de infeções provocadas pela doença disparou em janeiro, e as principais vítimas são as crianças até aos 5 anos.

A Organização Mundial da Saúde está preocupada com o crescimento de casos de sarampo no Afeganistão.

Depois de alguns anos com a doença controlada, o número de casos disparou em janeiro, especialmente entre as crianças mais novas.

Na terceira semana de janeiro, o número de casos de sarampo disparou 18% e na semana aumentou 40%.

Este crescimento tinha começado a notar-se desde julho de 2021, coincidindo com o alvoroço gerado pela retirada das tropas estrangeiras e a reconquista do poder pelos taliban.

Dos 35.309 casos suspeitos, só 3221 foram verificados em laboratório, e morreram 156 pessoas com sarampo, tendo a esmagadora maioria (97%) até cinco anos de idade.

O caldo de insuficiências económicas e sociais, joga a favor do agravamento da situação.

Sem o mínimo dos mínimos quanto à alimentação, os sistemas imunitários estão enfraquecidos e as doenças têm caminho livre para atingir dimensões graves.

A OMS, em comunicado, lembra que o sarampo é altamente contagioso e que ataca com especial gravidade as pessoas com deficiência de vitamina A.

Provoca cegueira, encefalite, diarreias agudas, com a consequente desidratação, e infeções pulmonares.

Além disso, deixa o caminho aberto a outros agentes patogénicos., pelo que quem não morrer de sarampo, corre sério risco de morrer da doença que chegar a seguir.

A Organização Mundial de Saúde já está em campo, desde o final do ano passado, com um programa de vacinação de um milhão e meio de crianças nas províncias mais afetadas.

Está também a ser aplicado um programa de distribuição de vitamina A em suplementos alimentares, também destinados a prevenir a poliomielite.

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