Timor-Leste considerada a sétima democracia mais forte da Ásia e Australásia

O Índice da Democracia de 2021 mostra que Timor-Leste também se encontra no 43.º lugar a nível mundial.

Timor-Leste é a sétima democracia mais forte da Ásia e Australásia e a 43ª. a nível mundial, com o processo eleitoral a ser a categoria com melhor classificação, indicou o Índice da Democracia 2021.

Apesar de ter subido um lugar na classificação mundial, Timor-Leste continua a fazer parte do grupo de países considerados "democracias imperfeitas", de acordo com este índice anual do The Economist Intelligence Unit, da revista britânica The Economist, que mede os níveis de democracia em 167 países e territórios.

No 'ranking' do ano passado e tal como em 2020, Timor-Leste surgiu, a nível regional, atrás da Austrália, Coreia do Sul, Japão, Malásia, Nova Zelândia e Taiwan.

Globalmente, Timor-Leste subiu um lugar, para 43.º, em relação ao índice de 2020, ainda que a 'nota' se tenha mantido nos mesmos valores, de 7,06 em 10.

A melhor nota de Timor-Leste foi obtida na categoria de processo eleitoral e pluralismo, na qual atingiu 9,58, seguindo-se liberdades civis (7,35), cultura política (6,88), funcionamento do Governo (5,56) e participação política (5,56).

Historicamente, o melhor registo de Timor-Leste foi obtido entre 2013 e 2016, com 7,24.

No que toca à região Ásia e Australásia, o índice notou uma queda na média de 5,62 para 5,46 valores, numa descida pelo segundo ano consecutivo e o valor mais baixo desde 2006, quando o estudo começou a ser publicado.

"Durante os últimos cinco anos, a região perdeu quase todos os ganhos na pontuação global, tendo alcançado um máximo de 5,74 em 2015 e 2016", referiu o estudo, que apontou como causa os efeitos da pandemia, mas, particularmente, "os acontecimentos no Afeganistão e em Myanmar que tiveram de longe o maior impacto negativo na pontuação média da região em 2021".

Dos 28 países na região, dez melhoraram as pontuações, dez não registaram alterações, e oito registaram quedas na avaliação.

A região da Ásia e da Austrália possui cinco "democracias plenas", Austrália, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia e Taiwan, mas inclui alguns dos países menos democráticos do mundo, incluindo os três últimos do índice: Afeganistão, Coreia do Norte e Myanmar.

Na região, há ainda quatro regimes considerados autoritários: Camboja, China, Laos e Vietname.

Os países com maiores quedas foram Myanmar, que, de 3,04 em 2020 para 1,02 em 2021, caiu 31 lugares no 'ranking', seguido do Afeganistão a descer 28 lugares, ao passar de 2,85 em 2020 para 0,32 em 2021.

O Nepal também sofreu uma grande regressão: a pontuação baixou de 5,22 em 2020 para 4,41 e caiu nove lugares.

O Índice de Democracia da The Economist Intelligence Unit é construído com base na avaliação em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.

O índice traça o retrato do estado atual da democracia em 165 estados independentes e dois territórios, classificando 60 indicadores numa escala de zero a 10.

Com base na pontuação total, os países são classificados como um de quatro tipos de regime: democracia plena (pontuações superiores a oito), democracia imperfeita (superiores a seis), regime híbrido (superiores a quatro) e regime autoritário (pontuações inferiores ou iguais a quatro).

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