Transportes chineses sob controle e circulação condicionada em Wuhan

A circulação de veículos não essenciais está proibida desde as 00h00 de sábado em Wuhan, uma cidade chinesa com 11 milhões de habitantes que é o coração de uma epidemia de pneumonia viral.

A China vai avançar com medidas nacionais para rastrear o novo vírus nos transportes públicos e a circulação de veículos não essenciais já está proibida em Wuhan, para tentar conter a epidemia que matou, pelo menos, 41 pessoas.

A circulação de veículos não essenciais está proibida desde as 00h00 de sábado em Wuhan, uma cidade chinesa com 11 milhões de habitantes que é o coração de uma epidemia de pneumonia viral.

A cidade foi colocada em quarentena na quinta-feira, na esperança de impedir a propagação do novo coronavírus, que foi detetado no final de 2019 e já matou 41 pessoas e contaminou quase 1.300 pacientes.

Além do território continental chinês, foram já confirmados outros casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, França. Malásia e Austrália anunciaram este sábado os primeiros casos.

Na Austrália trata-se de um homem de 50 anos. "Um visitante da China, está em condições estáveis, apesar da sua doença respiratória. Foi confirmado positivo (...) após uma série de testes", apontou em comunicado o Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Victoria.

O paciente, que está a ser tratado numa sala isolada de um hospital de Melburne, tinha chegado à Austrália no dia 19 de janeiro vindo de Wuhan, cidade chinesa epicentro do surto.

Na Malásia foram registados três casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus detetado na China. Os três casos foram confirmados no estado de Johor, que faz fronteira com Singapura, explicaram as autoridades.

Os indivíduos infetados são cidadãos chineses e familiares próximos de um homem de 66 anos que já tinha sido infetado com o vírus em Singapura.

A China anunciou entretanto o envio de 450 médicos militares para a cidade de Wuhan, especialistas em saúde respiratória, doenças infecciosas, controlo de infeções hospitalares e terapia intensiva enviados com o objetivo de ajudar a tratar os doentes que estão a entupir os hospitais.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto "mais crítico" no que toca à prevenção e controlo do vírus, tendo colocado 13 cidades em quarentena e anunciado novas medidas nacionais para rastrear o vírus em transportes públicos.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde (CNS), serão montados pontos de inspeção para controlar a circulação dos passageiros que viajem de comboio, autocarro ou aviões.

Todos os viajantes que sejam identificados com sintomas de pneumonia serão "imediatamente transportados" para um centro médico, anunciou a CNS em comunicado citada pela agência de notícias francesa France Press.

Além disso, os meios de transporte onde sejam identificadas pessoas suspeitas serão desinfetados e as pessoas que estavam nas proximidades de um passageiro possivelmente infetado devem ser listados, ordenou o CNS.

Essas diretrizes são anunciadas enquanto a província de Hubei, no centro da China, é bloqueada por medidas de quarentena que proíbem os habitantes de deixar a região.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde anunciou a ativação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para "moderado" o risco de contágio na União Europeia, continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

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