Três mortos e 33 feridos em duplo atentado suicida no Uganda

O duplo ataque suicida foi perpetrado por "grupo local ligado às ADF", uma rebelião islamita que surgiu no Uganda.

Pelo menos três pessoas foram mortas e 33 feridas no duplo "atentado suicida" levado a cabo esta terça-feira no centro da capital do Uganda, Kampala, por elementos ligados às Forças Democráticas Aliadas (ADF), disse o porta-voz da polícia, Fred Enanga.

"Por enquanto, estamos a falar de três cadáveres (e) três bombistas suicidas que cometeram suicídio (...) e, até agora, 33 feridos, dos quais cinco gravemente feridos", afirmou, durante uma conferência de imprensa.

A mesma fonte adiantou que este duplo ataque suicida foi perpetrado por "grupo local ligado às ADF", uma rebelião islamita que surgiu no Uganda.

As explosões foram registadas com intervalos de três minutos e ambas foram acionadas por bombistas que transportavam consigo os explosivos.

Segundo Fred Enanga, um possível terceiro ataque foi abortado pela polícia, que perseguiu e desarmou um suspeito.

Uma das explosões ocorreu perto de uma esquadra da polícia e a outra numa rua perto do edifício parlamentar, segundo a polícia e testemunhas.

A explosão perto do Parlamento terá ocorrido mais perto de um edifício que alberga uma companhia de seguros, tendo o incêndio subsequente atingido vários carros estacionados no exterior.

Após o ataque, o edifício parlamentar sido evacuado.

Pelo menos 33 pessoas estão a ser tratadas no principal hospital público de referência da cidade, das quais cinco com ferimentos graves, disse Enanga aos jornalistas.

As pessoas foram levadas a abandonar a cidade na sequência dos ataques, muitas delas em motos de passageiros, e a polícia interditou o acesso a áreas perto do local das explosões, segundo mostraram imagens publicadas nos meios de comunicação social.

As autoridades ugandesas têm vindo a apelar à vigilância, na sequência de uma série de explosões de bombas nas últimas semanas.

As ADF, que operam há 25 anos no leste da República Democrática do Congo, onde semeiam o terror, são referidas pelo grupo de Estado Islâmico (EI) como a sua "Província da África Central" (Iscap).

O grupo foi criado no início dos anos 1990 por muçulmanos ugandeses que afirmaram ter sido postos de lado pelas políticas de Museveni. Na altura, o grupo rebelde encenou ataques terroristas mortais em aldeias ugandesas, bem como na capital, incluindo um ataque em 1998 em que 80 estudantes foram mortos numa cidade fronteiriça perto da fronteira com a RDCongo.

Relatos de uma aliança entre as Forças Democráticas Aliadas e o grupo do Estado Islâmico surgiram pela primeira vez em 2019, de acordo com o SITE Intelligence Group, que segue estas atividades.

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