Trump põe Xiaomi na "lista negra" dos Estados Unidos

Depois de apontar a mira a empresas como a Huawei ou o TikTok, o ainda Presidente norte-americano vira-se para a Xiaomi, outros dos maiores fabricantes de telemóveis em todo o mundo.

A menos de uma semana de abandonar o cargo, a administração Trump acusa que a Xiaomi e outras oito companhias pertencem ao Exército de Libertação Popular da China.

Alegações que a empresa nega. Em comunicado a Xiaomi diz que os seus "produtos e serviços" destinam-se a uso "civil e profissional". A empresa assegura ainda que não é detida, nem mesmo em parte por qualquer ramo do exército chinês.

A acusação parte do Pentágono. O Departamento de Defesa norte-americano coloca a Xiaomi na lista de "empresas comunistas militares chinesas". Uma coleção de entidades que começou a ser composta em Julho do ano passado e da qual também faz parte a Huawei.

No entanto, as acusações que recaem sobre a Huawei são mais graves. Essa empresa chinesa está numa outra lista "de entidades" com as quais as empresas norte-americanas estão impedidas de negociar. O governo norte-americano diz que a empresa representa um risco para a segurança nacional do país.

O motivo da preocupação das autoridades norte-americanas está relacionado com a infraestrutura das telecomunicações, setor em que a Huawei é um dos maiores fornecedores em todo o mundo. Já a Xiaomi dedica-se apenas aos equipamentos eletrónicos, e talvez seja essa a razão pela qual o castigo que lhe é aplicado não é tão grave.

No caso da Xiaomi, que apenas faz parte da lista de "empresas comunistas militares chinesas", a consequência é que nenhum cidadão ou empresa dos Estados Unidos pode investir ou ter participações nessa marca.

É o caso da Qualcomm, a fabricante de processadores, que até agora era dona de uma parte da Xiaomi, mas que com este anúncio vai ter de se desfazer das acções.

Aliás, esta sexta-feira, as ações da empresa desvalorizaram-se em mais de 10%.

De acordo com os dados mais recentes, a Xiaomi é a terceira maior empresa no mundo em termos de vendas de telemóveis, à frente ainda tem a Huawei e a Samsung.

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