Um arzinho de matriosca para a Europa

390 mil: O Conselho Europeu e o acordo com as ajudas diretas mais magrinhas para recuperar da crise de modo a convencer os que foram rotulados de frugais

No El País, em Espanha, "A União Europeia consegue um pacto histórico para superar a crise do vírus"... foto de Merkel, que mostra papéis a... entre outros... a Macron e Sanchez, todos de máscara... Charles Michel, o presidente do conselho, baixa as ajudas diretas para 390 mil milhões (eram 500 mil) como forma de desatar a negociação... Os supostos países frugais (supostos porque a frugalidade que tem muito que se lhe diga, quando é à custa impostos mais baixos para receber empresas de países que não têm a mesma habilidade fiscal), portanto países como Holanda, a quem nisto se juntaram Suécia, Dinamarca, Áustria, e, em certa medida, a Finlândia, exigiram mais controlo dos subsídios para os países do sul, mais afetados pela pandemia... o acordo supõe o maior pacote financeiro da história da União.

O assunto está na capa de outros jornais europeus... já lá vamos... Ainda na primeira do El País, "as primeiras provas mostram que a vacina de Oxford gera imunidade"... a vacina em teste na universidade britânica oferece proteção contra a covid sem graves efeitos adversos nos ensaios feitos com 1 milhar de pessoas... isto vamos lá ver se chega rápido que, a avaliar por ESpanhja, por exemplo, não está fácil... os casos positivos triplicaram em duas semanas...

Merkel e os do sul fazem a capa do diário ABC... de um lado da mesa, à esquerda o italiano Conte e o grego Mitsotakis, Merkel à cabeceira, à direita António Costa, entre Macron e Sánchez.... O ABC diz que a Europa apanha ar... toma um arzinho... depois de quatro dias de angústia... e explica o jornal conservador espanhol: a Holanda não vê mal a última proposta de consenso sobre o plano de recuperação, que reduz para 390 mil milhões as ajudas diretas....

No La Vanguardia, o assunto é manchete também embora sem direito a fotografia na capa... "A cimeira europeia mais longa prepara 390 mil milhões em ajudas diretas"... os frugais (lá está o pouco rigoroso rótulo) os países mais renitentes em meter em cima da mesa dinheiro dos 27 para o reforço do orçamento comum, conseguem o equilíbrio entre subvenções e créditos e um travão de emergência se os países que receberem dinheiro não fizerem reformas... aquilo que foi conseguido em Bruxelas, ao fim de quatro dias, parece bem explicado por uma notícia que está também na primeira do Vanguardia... a proposta que foi saindo para se chegar a um consenso foi sendo de cada vez menos dinheiro, parece uma matrioska, a bonequinha que sai de dentro da anterior é cada vez mais pequena... o Vanguardia diz que a Apple vai introduzir nos seus emojis a popular matriosca...

No La Razón, "cimeira eterna na União Europeia com menos ajudas e mais ajustes"... o Conselho baixa em dez mil milhões para contentar o norte... os países do norte... apesar de essa ter sido a linha vermelha dos países do sul... a proposta de dinheiro a fundo perdido para os países mais afetados pela pandemia passou de 500 para 390 mil milhões... O Voz da Galiza afirma que a Europa forja o acordo: 390 mil milhões para superar a crise.

No Fígaro, em França, Macron ao lado de Merkel, um tandem que tropeça na intransigência dos frugais...

No Le Monde: Europa, os bastidores de uma negociação extraordinária.... O Monde ainda não traz, na edição em papel, os últimos detalhes da negociação... mas traz o beijo, o beijo no Acossado, o filme de Goddard em 1960... o beijo de Jean Seberg a Jean Paul Belmondo, de chapéu, gravata e a fumar... no título: Belmondo, num quarto com Goddard... faz parte da série de verão do Le Monde...

Ao prolongado conselho europeu, o Humanité chama o Verão mais longo....

No Libération, uigúres, um genocídio em curso.

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