União Europeia quer contagem "precisa" dos votos na Bielorrússia

Presidente do Conselho Europeu escreveu no Twitter que a "violência contra manifestantes não é a resposta".

A União Europeia (UE) reclamou esta segunda-feira a contagem "precisa" dos votos nas eleições presidenciais de domingo na Bielorrússia e, condenando a "violência estatal desproporcional e inaceitável", exigiu a libertação imediata dos manifestantes detidos.

Numa declaração conjunta divulgada hoje ao início da tarde em Bruxelas, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, e o comissário europeu do Alargamento, Oliver Várhelyi, sublinham que, "após uma mobilização sem precedentes para eleições livres e democráticas, o povo da Bielorrússia espera agora que os seus votos sejam contados de forma precisa".

"É essencial que a Comissão Eleitoral Central publique os resultados que refletem a escolha do povo bielorrusso", sustentam os responsáveis da União Europeia.

De acordo com os dados avançados no domingo, o Presidente Alexander Lukashenko garantiu um sexto mandato consecutivo ao reunir 80,23% dos votos, contra apenas 9,9% da opositora Svetlana Tikhanovskaia, mas a oposição contesta estes resultados e as suspeitas de fraude eleitoral levaram milhares de pessoas a manifestarem-se de forma pacífica em várias cidades da Bielorrússia no domingo à noite, com destaque para a capital Minsk, onde a polícia dispersou os manifestantes de forma violenta.

Apontando que "a noite das eleições ficou marcada por uma violência estatal desproporcional e inaceitável contra manifestantes pacíficos", da qual terá resultado um morto e vários feridos, o chefe da diplomacia europeia e o comissário do Alargamento reclamam "a libertação imediata de todos os detidos durante a noite passada", sublinhando que "as autoridades bielorrussas devem assegurar que o direito fundamental de reunião pacífica seja respeitado".

"Só a defesa dos direitos humanos, da democracia e de eleições livres e justas garantirão a estabilidade e a soberania na Bielorrússia. Continuaremos a acompanhar de perto a evolução da situação, a fim de avaliar a forma como a resposta da UE e as relações com a Bielorrússia poderão continuar a ser moldadas, tendo em conta a evolução da situação", concluem os dirigentes europeus.

Já hoje de manhã o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, deplorara a violência contra os manifestantes que contestam os resultados das eleições presidenciais de domingo na Bielorrússia, sublinhando que a liberdade de expressão deve ser defendida.

"Violência contra manifestantes não é a resposta. #Bielorrússia. A liberdade de expressão, a liberdade de reunião e os direitos humanos básicos devem ser defendidos", escreveu o presidente do Conselho Europeu, numa mensagem divulgada na sua conta oficial na rede social Twitter.

Segundo a organização não-governamental de defesa de direitos humanos Viasna, da Bieolorrússia, um homem morreu e dezenas de pessoas ficaram feridas durante as manifestações em Minsk, no domingo à noite.

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