Vladimir Putin reaparece em reunião no Kremlin

Desde há cerca de dois meses que Putin trabalha quase em exclusivo na sua residência de Novo-Ogariovo, na região de Moscovo, e em regime de videoconferência.

O Presidente russo Vladimir Putin reapareceu esta segunda-feira no Kremlin após uma ausência durante o período mais forte da pandemia de Covid-19, enquanto a Rússia se prepara para aliviar novas restrições impostas para conter a propagação da doença.

Desde há cerca de dois meses que Putin, 67 anos, trabalha quase em exclusivo na sua residência de Novo-Ogariovo, na região de Moscovo, e em regime de videoconferência.

Esta segunda-feira, a Presidência russa anunciou que o chefe de Estado recebeu no Kremlin o diretor-geral da companhia de caminhos de ferro russos, Oleg Belozerov.

No entanto, um porta-voz da Presidência afirmou não saber se está previsto que Putin retome o seu trabalho a tempo inteiro no Kremlin.

Segundo a sua agência oficial, o Presidente russo deslocou-se pela última vez às instalações oficiais em 09 de maio, para as celebrações da vitória contra a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.

Diversos altos responsáveis russos foram contaminados pelo coronavírus, em particular o primeiro-ministro Mikhail Mishustin e o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Na segunda-feira, Peskov, 52 anos, disse à agência noticiosa Tass que saiu do hospital onde foi admitido em meados de março por dupla pneumonia, precisando que retomaria o trabalho a partir do seu domicílio.

Desde o início de fevereiro que foram adotadas diversas precauções para proteger Putin do coronavírus. Em particular, era verificada a temperatura dos responsáveis e dos jornalistas que assistiam a acontecimentos em que marcava presença.

Vladimir Putin começou a trabalhar na sua residência no início de abril, após o responsável de um hospital moscovita que tratava doentes com a Covid-19 ter registado um teste positivo dias após um encontro que manteve com o Presidente.

A Rússia, o terceiro país do mundo com mais casos de contaminação, registava esta segunda-feira oficialmente mais de 353 mil pessoas infetadas, incluindo 3633 mortes.

No entanto, desde há vários dias que o número de novas contaminações tem vindo a recuar, permitindo às autoridades aligeirar as medidas de confinamento.

O vice-primeiro-ministro Dmitri Tchernychenko declarou esta segunda-feira que o Governo iria começar a levantar as restrições relacionadas com o turismo no interior da Rússia a partir de 01 de junho. As autoridades consideram, no entanto, ser demasiado cedo para se pronunciaram sobre viagens ao estrangeiro.

Em Moscovo, o centro da epidemia, as medidas de confinamento devem ser mantidas até ao final de maio. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (97 722) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (36 793 mortos, mais de 259 mil casos), Itália (32 877 mortos, mais de 230 mil casos), França (28 367 mortos, mais de 182 500 casos) e Espanha (26 834 mortos, mais de 235 mil casos).

O Brasil, com mais de 22 mil mortos e 363 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3633 mortos, é o terceiro, com mais de 353 mil.

Por regiões, a Europa soma mais de 174 mil mortos (mais de dois milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 104 mil mortos (mais de 1,7 milhões de casos), América Latina e Caribe mais de 40 150 mortos (mais de 743 mil casos), Ásia mais de 14 200 mortos (mais de 454 mil casos), Médio Oriente mais de 8800 mortos (mais de 345 mil casos), África mais de 3300 mortos (mais de 111 mil casos) e Oceânia com 130 mortos (mais de 8450 casos).

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