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(Des)confi(n)ar
Os números da pandemia, consistentes com claro esbatimento da curva, deram azo a que se colocasse em circulação um "documento falso", derivado de um "suposto plano de desconfinamento" atribuído ao Governo. Prontamente, este emitiu uma "Nota à Comunicação Social", demarcando-se da "adulteração abusiva da tabela de desconfinamento divulgada em abril do ano passado."
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Novo aeroporto. Governo vai rever legislação que dá poder de veto aos municípios
JSD apela a Marcelo para interceder pelas pessoas em situação de sem-abrigo
Tristeza e aplausos na última homenagem a Alfredo Quintana junto ao Dragão Arena
Costa apela "ao rigor" no confinamento e lembra que "as tragédias repetem-se"
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Uma chave para o campeonato
Há quem já lhe chame o jogo do título, embora talvez fosse melhor designá-lo como um jogo para o título. Seja como for, dê no que der, o clássico do Dragão vai ser crucial para ajudar à definição do próximo campeão. Tornou-se numa partida chave no campeonato.

Cansados do medo de falhar
Esta cruz que agora temos de carregar até depois de celebramos a ressurreição de Cristo, e a que chamamos confinamento com escolas fechadas, resulta, antes de mais, do medo de que tudo volte a falhar, como falhou no Natal. Marcelo tinha dito há 15 dias que é "para evitar o risco de ser mais um desconfinamento entre duas vagas" e ontem sentenciou que aligeirar ou agravar as medidas de contenção deve basear-se na consciência de quem decide e não na opinião de cada instante, que "ora quer fechar por medo, ora quer abrir por cansaço", acrescentou o Presidente.

Arábia Saudita, as mulheres e o futebol europeu
A Arábia Saudita acordou tarde para o mundo do futebol, mas acordou. Nos últimos dias, e no seguimento da organização da Supertaça espanhola em 2020, das tentativas falhadas de compra do Newcastle em Inglaterra e de patrocinar Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, ficámos a saber que este país árabe está em «negociações com o Real Madrid para uma parceria de cerca de 150 milhões como patrocinador principal da equipa feminina nos próximos dez anos. O negócio também engloba um acordo para que pelo menos quatro jogadores da equipa masculina passem a ser promotores do projecto Qiddiya, cujo objectivo é transformar-se na capital saudita do desporto e entretenimento.»

6500 euros por 27 anos de sofrimento
A história é tão pesada que dispensa adjetivos ou muitos comentários. Explica-se a si mesma, no calvário penoso de uma família. Em 1994, Pedro Vilela nasceu depois de a mãe ter estado 17 horas em trabalho de parto. A gravidez tinha decorrido normalmente, mas complicações no parto fizeram com que nascesse com 100% de incapacidade. Nunca falou, viu ou ouviu, tendo vivido em absoluta dependência e aos cuidados da mãe, que deixou de trabalhar para o assistir.

Dar prioridade às escolas
Daniel Oliveira defende, no seu espaço habitual de Opinião na TSF, que "é possível abrir as escolas, com protocolos sanitários rígidos", até porque "foram eles que evitaram até agora que as escolas fossem até agora um foco relevante da pandemia".

Marcelino da Mata merece respeito?
Marcelino da Mata contou, no ano 2000, num documentário realizado para a RTP, que um grupo comandado por ele, durante a Guerra Colonial, na Guiné-Bissau, conseguiu apanhar um homem do PAIGC envolvido na captura de dois soldados portugueses da Companhia 497. Um dos capturados terá sido empalado. Outro foi castrado, obrigado a meter na boca o próprio órgão sexual e, depois, assassinado.

Justo reconhecimento
"Na qualidade de encarregada de educação do aluno ..., estudante na EB ... - Agrupamento..., venho por este meio elogiar o profissionalismo do professor ... Ao longo de dois anos, período em que acompanhou o meu educando (3.º e 4.º ano), o professor... demonstrou ser um profissional bastante competente, denotando elevada capacidade, não só ao nível da transmissão de conhecimentos, mas pela forma como se dedicou e estimulou a aprendizagem, contribuindo de forma exemplar na formação académica e pessoal do ...

O xeque-mate e o cheque em aberto
Chegámos ao momento em que já se discute se ao Sporting "só" falta fazer o xeque-mate no campeonato ou se "ainda" falta fazer o xeque-mate. Semântica à parte, já todos percebemos que a decisão compete apenas, em primeira instância, aos próprios leões.

O governo tem medo
O governo está com medo. Provavelmente, tem razões para estar. A montanha russa em que viajamos durante esta pandemia, com bons números quando se restringem as liberdades e números péssimos quando os portugueses não correspondem com o máximo de responsabilidade ao máximo de liberdade, essa montanha russa aconselha cautelas. É por isso que o governo não quer ouvir falar de desconfinamento.

Ngozi Okonjo-Iweala e a Liderança da OMC
A Organização Mundial do Comércio (OMC) fez história duas vezes esta semana: a escolha de Ngozi Okonjo-Iweala. A próxima Directora-Geral da organização responsável pela "saúde" do comércio internacional será a primeira mulher e a primeira africana na história da OMC. Um reconhecimento duplo muito importante e que merece aplauso. A história poderia ser "apenas" esta, mas não. É, na verdade, apenas o ponto de partida para uma vida que vale a pena conhecer. O mérito de Ngozi é indiscutível e o seu currículo deixou-me sem fôlego: impressionante, diversificado e extraordinário. Na verdade, é daquelas situações em que me sinto esmagada pela qualidade, pelo que já foi alcançado e pela sua perseverança.

A vitamina contra a pobreza
Começam a ser recorrentes as reportagens sobre programas de ajuda alimentar que dão conta de um número cada vez maior de famílias a precisar de apoio, mas os dados que vamos vendo são apenas amostras de um fenómeno de dimensão desconhecida. Amostras escavadas por quem anda no terreno, seja através de instituições de solidariedade social, de escolas que se desdobram na resposta a alunos e famílias, de programas e redes de voluntariado que percorrem as ruas.

A Grândola não é uma canção de egoístas em noite de copos
Daniel Oliveira critica o comportamento das pessoas que, "em direto para as redes sociais, confraternizaram num restaurante do Bairro da Bica, em Lisboa, na última quinta-feira", entoando a canção de Zeca Afonso "Grândola Vila Morena", a maioria "sem máscara e sem distanciamento social".

Para os jornalistas portugueses já não há prostitutas?
"Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise". Este título, de um despacho da agência Lusa (empresa de informação noticiosa onde o Estado tem capital maioritário), foi enviado quinta-feira a todas as redações de Portugal. Muitos órgãos de comunicação social reproduziram-no. É um exemplo entre muitos: a imprensa portuguesa está a substituir, sistematicamente, a palavra "prostituta" ou a palavra "prostituição" pelas alternativas "trabalhadoras do sexo" ou "trabalho sexual".

Porque esperam?
A semana educativa foi assinalada pelo regresso ao ensino não presencial, gerando os mais diversos sentimentos e polémicas, após interregno forçado, e inesperado, de duas semanas de pausa letiva.

A equação Champions
Vem aí mais uma ronda do campeonato, mas chegámos ao momento em que a projeção do que se segue já não pode ficar-se por uma simples jornada. As posições relativas das equipas nos primeiros lugares - e respetivas diferenças pontuais - obrigam a olhar mais além.

Devíamos ter vergonha
A escola não contagia. A cobardia sim, contagia. A desorganização também contagia, tanto como a incompetência e o mesmo que a ignorância. Tenho de corrigir, a escola contagia... de felicidade, tanto como de saber e o mesmo que de justiça.

O meu desalento estratégico europeu
Comecei estas conversas com o Nuno Domingues em meados de Setembro com uma análise sobre o Discurso do Estado da União Europeia. A minha leitura foi muito positiva tendo em consideração a ênfase na estratégia que a Europa tanto precisa. Entre outros aspectos a Presidente da Comissão Europeia passou o seu entusiasmo e o seu entendimento da necessidade da UE ter uma voz activa no mundo. A este momento importante juntou-se outro crucial para o mundo, para a parceria transatlântica e para a democracia liberal e direitos humanos: a eleição de Joe Biden nos EUA.

Há vida além dos partidos
A nona alteração à lei eleitoral autárquica, aprovada por PS e PSD, trouxe dificuldades acrescidas a candidaturas já de si burocráticas e complexas por parte de movimentos independentes. O país está mergulhado num prolongado confinamento, por vezes quase esquecido de que estamos em ano de eleições autárquicas, e este é um tema decisivo pela relevância do poder local e sua proximidade em relação às populações.

O PREC na PSP
Daniel Oliveira considera "grave" o apelo do movimento zero "à insurreição dos polícias para que não cumpram a lei e não façam cumprir a lei". Este movimento - que o comentador define como "um grupo clandestino bastante numeroso que funciona impunemente dentro da nossa polícia" - é crítico das medidas de confinamento do estado de emergência e deixou claro, numa publicação no Facebook, que ou o poder político lida com a pandemia que este movimento acha que deve lidar ou "arrisca-se a não ter a contribuição das polícias".
