Mais Opinião

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Cansados do medo de falhar

Esta cruz que agora temos de carregar até depois de celebramos a ressurreição de Cristo, e a que chamamos confinamento com escolas fechadas, resulta, antes de mais, do medo de que tudo volte a falhar, como falhou no Natal. Marcelo tinha dito há 15 dias que é "para evitar o risco de ser mais um desconfinamento entre duas vagas" e ontem sentenciou que aligeirar ou agravar as medidas de contenção deve basear-se na consciência de quem decide e não na opinião de cada instante, que "ora quer fechar por medo, ora quer abrir por cansaço", acrescentou o Presidente.

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Arábia Saudita, as mulheres e o futebol europeu

A Arábia Saudita acordou tarde para o mundo do futebol, mas acordou. Nos últimos dias, e no seguimento da organização da Supertaça espanhola em 2020, das tentativas falhadas de compra do Newcastle em Inglaterra e de patrocinar Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, ficámos a saber que este país árabe está em «negociações com o Real Madrid para uma parceria de cerca de 150 milhões como patrocinador principal da equipa feminina nos próximos dez anos. O negócio também engloba um acordo para que pelo menos quatro jogadores da equipa masculina passem a ser promotores do projecto Qiddiya, cujo objectivo é transformar-se na capital saudita do desporto e entretenimento.»

Inês Cardoso
Inês Cardoso

6500 euros por 27 anos de sofrimento

A história é tão pesada que dispensa adjetivos ou muitos comentários. Explica-se a si mesma, no calvário penoso de uma família. Em 1994, Pedro Vilela nasceu depois de a mãe ter estado 17 horas em trabalho de parto. A gravidez tinha decorrido normalmente, mas complicações no parto fizeram com que nascesse com 100% de incapacidade. Nunca falou, viu ou ouviu, tendo vivido em absoluta dependência e aos cuidados da mãe, que deixou de trabalhar para o assistir.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

Dar prioridade às escolas

Daniel Oliveira defende, no seu espaço habitual de Opinião na TSF, que "é possível abrir as escolas, com protocolos sanitários rígidos", até porque "foram eles que evitaram até agora que as escolas fossem até agora um foco relevante da pandemia".

Filinto Lima
Filinto Lima

Justo reconhecimento

"Na qualidade de encarregada de educação do aluno ..., estudante na EB ... - Agrupamento..., venho por este meio elogiar o profissionalismo do professor ... Ao longo de dois anos, período em que acompanhou o meu educando (3.º e 4.º ano), o professor... demonstrou ser um profissional bastante competente, denotando elevada capacidade, não só ao nível da transmissão de conhecimentos, mas pela forma como se dedicou e estimulou a aprendizagem, contribuindo de forma exemplar na formação académica e pessoal do ...

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Ngozi Okonjo-Iweala e a Liderança da OMC

A Organização Mundial do Comércio (OMC) fez história duas vezes esta semana: a escolha de Ngozi Okonjo-Iweala. A próxima Directora-Geral da organização responsável pela "saúde" do comércio internacional será a primeira mulher e a primeira africana na história da OMC. Um reconhecimento duplo muito importante e que merece aplauso. A história poderia ser "apenas" esta, mas não. É, na verdade, apenas o ponto de partida para uma vida que vale a pena conhecer. O mérito de Ngozi é indiscutível e o seu currículo deixou-me sem fôlego: impressionante, diversificado e extraordinário. Na verdade, é daquelas situações em que me sinto esmagada pela qualidade, pelo que já foi alcançado e pela sua perseverança.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

A vitamina contra a pobreza

Começam a ser recorrentes as reportagens sobre programas de ajuda alimentar que dão conta de um número cada vez maior de famílias a precisar de apoio, mas os dados que vamos vendo são apenas amostras de um fenómeno de dimensão desconhecida. Amostras escavadas por quem anda no terreno, seja através de instituições de solidariedade social, de escolas que se desdobram na resposta a alunos e famílias, de programas e redes de voluntariado que percorrem as ruas.

Pedro Tadeu
Pedro Tadeu

Para os jornalistas portugueses já não há prostitutas?

"Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise". Este título, de um despacho da agência Lusa (empresa de informação noticiosa onde o Estado tem capital maioritário), foi enviado quinta-feira a todas as redações de Portugal. Muitos órgãos de comunicação social reproduziram-no. É um exemplo entre muitos: a imprensa portuguesa está a substituir, sistematicamente, a palavra "prostituta" ou a palavra "prostituição" pelas alternativas "trabalhadoras do sexo" ou "trabalho sexual".

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

O meu desalento estratégico europeu

Comecei estas conversas com o Nuno Domingues em meados de Setembro com uma análise sobre o Discurso do Estado da União Europeia. A minha leitura foi muito positiva tendo em consideração a ênfase na estratégia que a Europa tanto precisa. Entre outros aspectos a Presidente da Comissão Europeia passou o seu entusiasmo e o seu entendimento da necessidade da UE ter uma voz activa no mundo. A este momento importante juntou-se outro crucial para o mundo, para a parceria transatlântica e para a democracia liberal e direitos humanos: a eleição de Joe Biden nos EUA.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

O PREC na PSP

Daniel Oliveira considera "grave" o apelo do movimento zero "à insurreição dos polícias para que não cumpram a lei e não façam cumprir a lei". Este movimento - que o comentador define como "um grupo clandestino bastante numeroso que funciona impunemente dentro da nossa polícia" - é crítico das medidas de confinamento do estado de emergência e deixou claro, numa publicação no Facebook, que ou o poder político lida com a pandemia que este movimento acha que deve lidar ou "arrisca-se a não ter a contribuição das polícias".