Mais Opinião

Inês Cardoso
Inês Cardoso

É legítimo roubarem-nos o Natal?

A questão tem estado há várias semanas em permanente sobressalto no discurso público e político: as restrições adotadas ao abrigo do estado de emergência visam não só uma contenção imediata da propagação da covid, como uma tentativa de alívio no final de dezembro, para salvar o Natal. Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro a falar no tema e a alertar para a necessidade de repensar as festas, logo a 9 de outubro, quando tal cenário ainda parecia distante e começava apenas a desenhar-se a força desta segunda vaga. Desde então multiplicam-se as dúvidas, com António Costa a evitar, na declaração em que anunciou as medidas para o período de emergência em vigor, especular ou antecipar o que quer que seja.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

O Ministério Público é independente? Sim, mas…

Há novos episódios sobre uma diretiva polémica publicada pela procuradora-geral da República, mas antes de irmos aos pormenores vale a pena, para quem perdeu, recordar a primeira temporada. Em fevereiro, foi noticiada a emissão de uma diretiva de Lucília Gago que permitiria aos superiores hierárquicos darem instruções concretas aos magistrados nos processos - decidindo, por exemplo, se uma escuta deveria ou não ser feita. A intenção causou uma onda de críticas, por ameaçar a autonomia do Ministério Público e criar o risco de interferência externa na investigação, acabando a diretiva por ser suspensa até que o Conselho Consultivo se pronunciasse sobre o seu conteúdo.

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Vamos falar de Cabo Delgado em Moçambique?

Ao longo da última semana a atenção internacional tem estado centrada nas eleições dos EUA. E diria que, infelizmente, pelas piores razões vamos continuar a falar muito dos vencedores e dos derrotados nestas eleições. Entretanto, por esse mundo fora muito tem acontecido. Os bielorrussos continuam a protestar, os democratas de Hong Kong sentem o garrote da República Popular da China de modo cada vez mais incisivo e, pela primeira vez, temos notícias sólidas de uma vacina para o Covid-19.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

Em tempos de vírus, o interesse público primeiro

Daniel Oliveira considera que a requisição civil no estado de emergência dos grupos privados de saúde "devia ser mais clara, porque ela nem é chamada de requisição civil nem é muito clara". No espaço de opinião que ocupa à terça-feira na TSF, o comentador defende que a prioridade e a preocupação do Estado devem ser os cuidados intensivos e que a requisição civil seria uma "importante arma negocial" para não serem os privados a escolher "o que é que aceitam e o que é que não aceitam e em que condições aceitam".