Mais Opinião

Filinto Lima
Filinto Lima

Justo reconhecimento

"Na qualidade de encarregada de educação do aluno ..., estudante na EB ... - Agrupamento..., venho por este meio elogiar o profissionalismo do professor ... Ao longo de dois anos, período em que acompanhou o meu educando (3.º e 4.º ano), o professor... demonstrou ser um profissional bastante competente, denotando elevada capacidade, não só ao nível da transmissão de conhecimentos, mas pela forma como se dedicou e estimulou a aprendizagem, contribuindo de forma exemplar na formação académica e pessoal do ...

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Ngozi Okonjo-Iweala e a Liderança da OMC

A Organização Mundial do Comércio (OMC) fez história duas vezes esta semana: a escolha de Ngozi Okonjo-Iweala. A próxima Directora-Geral da organização responsável pela "saúde" do comércio internacional será a primeira mulher e a primeira africana na história da OMC. Um reconhecimento duplo muito importante e que merece aplauso. A história poderia ser "apenas" esta, mas não. É, na verdade, apenas o ponto de partida para uma vida que vale a pena conhecer. O mérito de Ngozi é indiscutível e o seu currículo deixou-me sem fôlego: impressionante, diversificado e extraordinário. Na verdade, é daquelas situações em que me sinto esmagada pela qualidade, pelo que já foi alcançado e pela sua perseverança.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

A vitamina contra a pobreza

Começam a ser recorrentes as reportagens sobre programas de ajuda alimentar que dão conta de um número cada vez maior de famílias a precisar de apoio, mas os dados que vamos vendo são apenas amostras de um fenómeno de dimensão desconhecida. Amostras escavadas por quem anda no terreno, seja através de instituições de solidariedade social, de escolas que se desdobram na resposta a alunos e famílias, de programas e redes de voluntariado que percorrem as ruas.

Pedro Tadeu
Pedro Tadeu

Para os jornalistas portugueses já não há prostitutas?

"Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise". Este título, de um despacho da agência Lusa (empresa de informação noticiosa onde o Estado tem capital maioritário), foi enviado quinta-feira a todas as redações de Portugal. Muitos órgãos de comunicação social reproduziram-no. É um exemplo entre muitos: a imprensa portuguesa está a substituir, sistematicamente, a palavra "prostituta" ou a palavra "prostituição" pelas alternativas "trabalhadoras do sexo" ou "trabalho sexual".

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

O meu desalento estratégico europeu

Comecei estas conversas com o Nuno Domingues em meados de Setembro com uma análise sobre o Discurso do Estado da União Europeia. A minha leitura foi muito positiva tendo em consideração a ênfase na estratégia que a Europa tanto precisa. Entre outros aspectos a Presidente da Comissão Europeia passou o seu entusiasmo e o seu entendimento da necessidade da UE ter uma voz activa no mundo. A este momento importante juntou-se outro crucial para o mundo, para a parceria transatlântica e para a democracia liberal e direitos humanos: a eleição de Joe Biden nos EUA.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

O PREC na PSP

Daniel Oliveira considera "grave" o apelo do movimento zero "à insurreição dos polícias para que não cumpram a lei e não façam cumprir a lei". Este movimento - que o comentador define como "um grupo clandestino bastante numeroso que funciona impunemente dentro da nossa polícia" - é crítico das medidas de confinamento do estado de emergência e deixou claro, numa publicação no Facebook, que ou o poder político lida com a pandemia que este movimento acha que deve lidar ou "arrisca-se a não ter a contribuição das polícias".

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

A Birmânia e (mais um) golpe de estado militar, a China e os EUA

Esta semana a frágil democratização da Birmânia (Myanmar) sofreu um grande revés. Os militares voltaram ao centro do poder, detiveram Aung San Suu Kyi e outros membros da Liga Nacional para a Democracia e decretaram o estado de emergência durante um ano. A narrativa dos militares tem contornos que nem um dos melhores argumentistas de Hollywood conseguiria inventar. Podemos começar com a justificação para a necessidade deste golpe pelos militares. Na sua perspetiva as eleições de Novembro do ano passado não foram livres e justas. Parece irónico, mas os militares invocaram uma alegada «fraude eleitoral» (expressão que depois de Donald Trump passou a ter um outro alcance) e outras irregularidades. E depois temos de olhar para o crime de que Suu Kyi é acusada, pois nada mais nada menos do que ter na sua posse rádios que terão sido importados de forma ilegal. O alegado crime é ridículo, tal como é absurda a acusação feita pelas autoridades russas a Alexei Navalny nos últimos dias. Repito, nem Hollywood.