Duelo final no PSD. E no país?

Hoje é dia de eleições diretas no PSD e irá ser escolhido o futuro líder do partido. Deste duelo, do qual saberemos novidades esta noite, sairá vencedor Rui Rio ou Paulo Rangel. Veremos quem manda no partido, se o verdadeiro aparelho, se o caciquismo ou se, pura e simplesmente, o voto útil.

Rio, atual líder e de novo candidato, apresentou-se posicionado ao centro e deu garantias de estabilidade. O novo protagonista, Rangel, apresentou-se como a alternativa. A esta hora ainda se contam espingardas para a batalha. Em jogo está mais do que o futuro da família laranja. Estão em jogo as próximas eleições legislativas, daqui a cerca de dois meses.

Em dezembro ou em janeiro, a saída de um ator político atual - Rio, Rangel ou Costa? - pode não significar o seu fim político ou do seu partido, mas, como a vida é feita de ciclos.

Os portugueses sabem que vivemos tempos de mudança, incerteza e instabilidade, mesmo que aparentemente iludidos - a curto prazo - pelos efeitos da 'black friday', luzes e enfeites de Natal.

Reconquistar o país significa apresentar ideias de verdadeira regeneração, um propósito realmente político e não um panfleto partidário e devolver esperança a quem deixou de acreditar ou a quem está realmente a contar cêntimos para sobreviver ao aumento brutal do custo de vida, consequência dos elevados preços energia e das matérias-primas em geral.

O povo quer pão, quer futuro para os seus filhos, quer um país que crie riqueza, trabalho, justiça social e menos dívida. Dispensa circo, por mais que alguns políticos ainda julguem que basta uns malabarismos e umas encenações, mesmo em plena quinta vaga da pandemia (agora com a chamada nova variante da África do Sul a fazer soar de novo os alarmes) para obter uns minutos de fama.

Estejamos atentos aos populismos, de direita ou de esquerda, e foquemo-nos nas ideias que realmente podem mudar e reinventar o país.

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