Políticos próximo do zero

Tenho gasto o meu latim a tentar convencer quem pode fazer alguma coisa que o movimento de extrema-direita em Portugal continuará num crescimento imparável se continuarmos a fazer tudo na mesma.

Se o poder político, legislando na Assembleia da República ou governando em cada um dos ministérios, continuar a fazer tábua rasa da evidência de que há uma parte significativa dos portugueses que vive em pobreza extrema, bem para lá do que medem os índices oficiais, essas pessoas vão dar força ao Ventura.

Mas não são apenas os pobres, eleitores típicos de esquerda, que estão disponíveis para votar Chega. A hipocrisia política com que o PCP e a CGTP estiveram no apoio ao governo socialista, criticando mas aprovando, também atirou muitas corporações para os abraços dos extremistas e dos sindicatos inorgânicos, criados propositadamente para defender grupos específicos.

O que aconteceu ontem, com os polícias a privilegiarem o Chega para defender no Parlamento as suas reivindicações, dando-lhe o palco, mostra como é fácil a extrema-direita crescer também onde quem sempre mandou foi a esquerda: a rua.

O que mais assusta nisto tudo é que os políticos do arco do poder continuam a pensar que tudo não passa de um fenómeno restrito e passageiro. Estão convencidos que nasceu do nada e em nada se vai transformar. O problema é que o povo pagará custos bem mais altos do que esses políticos que não querem ver o que está a acontecer. É bem verdade que o pior cego é o que não quer ver!

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